Vivemos tempos muito desafiadores e, sobretudo, os mais jovens são particularmente permeáveis às profundas transformações culturais e sociais que estão ocorrendo
Um dos indicadores que nos ajudam a perceber a gravidade de algumas dessas mudanças é o crescimento do suicídio entre adolescentes e jovens. Trata-se de uma realidade que não pode deixar ninguém indiferente. Como alguém que tem “toda a vida” pela frente chega ao ponto de desistir de viver? Que sofrimento pode tornar-se tão intenso que a própria existência deixa de aparecer como um bem e passa a ser experimentada como um peso insuportável?

Crédito: Olga Yastremska / GettyImages
É importante começar por uma afirmação fundamental: o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial
Não existe uma causa única capaz de explicar cada morte. Transtornos mentais, experiências traumáticas, conflitos familiares, violência, bullying, isolamento, abuso de substâncias, dificuldades econômicas, rupturas afetivas e ausência de redes de apoio podem, entre muitos outros fatores, aumentar a vulnerabilidade de uma pessoa. Por isso, qualquer abordagem séria deste tema exige também a valorização da prevenção, do acompanhamento psicológico e psiquiátrico quando necessário e da construção de redes humanas capazes de reconhecer e acolher o sofrimento.
Isso, porém, não impede que façamos uma pergunta mais ampla, de natureza cultural e antropológica: que tipo de sociedade estamos construindo quando um número tão significativo de jovens experimenta a vida sem esperança?
Os dados justificam a preocupação. No Brasil, por exemplo, uma análise abrangendo o período entre 2000 e 2022 verificou um aumento de aproximadamente 120% na taxa corrigida de suicídio entre adolescentes, de 2,10 para 4,62 mortes por 100 mil adolescentes. O crescimento foi particularmente expressivo entre os mais novos, de 10 a 14 anos. Esses números não oferecem, por si mesmos, uma explicação do fenômeno, mas obrigam-nos a perguntar pelo ambiente humano, familiar, cultural e espiritual no qual as novas gerações estão crescendo.
O ambiente social em que vivemos e, de modo particular, nos últimos anos, a oferta tecnológica que está ao nosso alcance — sobretudo todas as possibilidades trazidas pela inteligência artificial — levantam questões sobre o tipo de convivência que estamos construindo, especialmente quando a relação com as máquinas começa, em alguns casos, a ocupar espaços que antes pertenciam às relações interpessoais.
O caso das redes sociais é particularmente desafiador
Diante de uma sucessão aparentemente interminável de vídeos, imagens e mensagens, a pessoa pode ter a impressão de estar simplesmente se relacionando com outras pessoas. Na realidade, entre ela e os conteúdos existe um sistema algorítmico que seleciona aquilo que será apresentado com base em seu histórico, seus interesses e suas reações anteriores. O mesmo acontece com a publicidade, a aquisição de bens, as notícias, as opiniões e até mesmo as ideias políticas e culturais que chegam até nós.
O problema está em que o algoritmo tende a nos oferecer aquilo que mantém a nossa atenção, e não necessariamente aquilo que é verdadeiro, bom ou necessário para nós. Aos poucos, pode formar-se uma “experiência de bolha”, na qual determinadas ideias são incessantemente confirmadas. Opiniões infundadas — e, em casos extremos, ideologias violentas — podem assim encontrar seguidores acríticos, que acabam imaginando fazer parte de uma enorme maioria quando, na realidade, habitam um universo digital cuidadosamente selecionado para eles.
Toda essa situação cria um “ecossistema” social no qual existe o risco de o ser humano acabar instrumentalizado. Para isso chamou a atenção o papa Leão XIV, na encíclica Magnifica humanitas, quando advertiu: «Não se devem subestimar as formas mais sutis de dependência ligadas à economia digital da atenção, na qual plataformas e serviços são concebidos para captar o tempo e o olhar dos usuários, explorando as suas fragilidades e enfraquecendo a liberdade interior» (n. 170).
Diante dessa realidade, o Papa indica também uma direção
«É urgente promover uma utilização das tecnologias que reforce a liberdade interior: educação para a sobriedade digital, proteção dos menores e combate a modelos que prosperam à custa da vulnerabilidade» (n. 170).
Os desafios colocados pela inteligência artificial tornam novamente evidente um princípio fundamental: o progresso técnico não produz automaticamente progresso humano. O papa Francisco já havia chamado a atenção para isso: «o imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano quanto à responsabilidade, aos valores, à consciência» (Laudato si’, n. 105).
Décadas antes, São Paulo VI havia formulado o mesmo alerta com palavras particularmente fortes: «Os progressos científicos mais extraordinários, as invenções técnicas mais assombrosas, o desenvolvimento econômico mais prodigioso, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem» (Discurso à F.A.O., 16 de novembro de 1970).
Retomando precisamente essa advertência, Leão XIV afirma na Magnifica humanitas: «Se o desenvolvimento tecnológico avança sem uma maturação ética e social adequada, pode acontecer que os meios aumentem sem que a humanidade cresça na mesma medida: “tem-se mais”, mas não “se é mais”, e a pessoa corre o risco de ser avaliada sobretudo com base no desempenho que garante» (n. 94).
Esta distinção é decisiva. Uma sociedade pode aumentar extraordinariamente a quantidade de informação disponível, a expectativa de vida, o poder econômico, a capacidade de comunicação ou o domínio tecnológico e, ainda assim, não saber responder às perguntas mais elementares do coração humano: Quem sou? Por que vale a pena viver? Sou amado? A minha vida tem um sentido? O sofrimento tem a última palavra? Existe alguma coisa pela qual valha a pena dar a própria vida?
É aqui que a questão de Deus se torna inevitável
Não porque a fé possa ser apresentada como uma espécie de tratamento clínico para o sofrimento psicológico — não pode —, nem porque se deva insinuar que uma pessoa que sofre de depressão ou chega a uma situação suicida o faça simplesmente porque “não tem fé”. Uma afirmação desse tipo seria injusta, pastoralmente insensível e cientificamente indefensável.
A questão é mais profunda.
Trata-se de perguntar se uma cultura que elimina sistematicamente a transcendência consegue oferecer uma resposta suficiente à pergunta pelo sentido último da existência.
Também aqui existem dados interessantes. Estudos realizados nas últimas décadas mostram que a religiosidade e a espiritualidade podem funcionar como fatores protetores em relação à ideação e ao comportamento suicida, embora a relação seja complexa e não possa ser transformada numa causalidade automática. Uma revisão sistemática recente, reunindo 61 estudos e mais de 340 mil participantes, constatou que cerca de dois terços dos estudos identificavam uma associação protetora entre religiosidade ou espiritualidade e suicidalidade entre adolescentes. Entre os possíveis mecanismos encontram-se a construção de sentido, as razões para viver, o apoio comunitário e os vínculos sociais.
A fé, portanto, não substitui a medicina nem a psicologia
Mas uma visão integral da pessoa também não deveria ignorar a dimensão espiritual e a pergunta pelo sentido.
É justamente nesse nível que o papa Leão XIV oferece um critério fundamental, ao propor que se recoloque «Deus no horizonte do nosso agir e o ser humano no centro das nossas escolhas» (Magnifica humanitas, n. 16). Somente quando a pessoa não é reduzida à sua produtividade, às suas emoções, ao seu corpo, ao seu desempenho acadêmico ou profissional, ao seu poder econômico ou à imagem que projeta nas redes sociais é possível reencontrar plenamente a sua dignidade.
Bento XVI formulou essa questão de maneira particularmente clara: «Obscurecendo a referência a Deus obscureceu-se também o horizonte ético, abrindo espaço ao relativismo e confirmando-se uma concepção ambígua da liberdade que, em vez de ser liberatória, acaba por ligar o homem a ídolos». E acrescentou: «Se Deus perder a centralidade, o homem perde o seu justo lugar e não encontra a sua colocação na criação, nas relações com os outros» (Audiência geral, 14 de novembro de 2012).
Há aqui uma tese antropológica central do pensamento cristão: quando o homem deixa de se compreender em relação a algo que o transcende, corre o risco de passar a medir a si mesmo apenas por realidades imanentes — sucesso, prazer, reconhecimento, dinheiro, poder, desempenho ou aprovação social. E essas realidades, sendo necessariamente limitadas e instáveis, dificilmente conseguem sustentar sozinhas o peso inteiro de uma existência.
Esse problema possui raízes intelectuais profundas na modernidade, embora seja necessário evitar simplificações históricas
Em Hobbes, por exemplo, não encontramos simplesmente a negação de Deus ou a afirmação de uma impossibilidade absoluta de transcendência. O problema é mais complexo. Sua filosofia restringe severamente aquilo que a razão pode conhecer sobre Deus e, no plano político, submete a autoridade religiosa pública à soberania civil. Dessa forma, a ordem política passa a poder ser pensada fundamentalmente a partir da preservação da vida, da segurança e da paz civil, sem depender de uma finalidade transcendente compartilhada.
Rousseau, por sua vez, não elimina a religião. Pelo contrário, no final de O Contrato Social, propõe explicitamente uma “religião civil”. Mas precisamente aí surge uma questão fundamental: a religião tende a ser considerada também a partir de sua utilidade para a coesão da comunidade política. A transcendência religiosa corre assim o risco de ser enquadrada pelas necessidades da ordem civil, em vez de permanecer como instância capaz também de julgar moralmente o próprio poder político.
Não se trata, portanto, de atribuir a dois filósofos a responsabilidade pelo secularismo contemporâneo, mas de perceber uma longa transformação cultural: progressivamente tornou-se possível imaginar a sociedade, a política, a moral e, finalmente, o próprio ser humano sem referência necessária à transcendência.
E aquilo que aconteceu no plano intelectual produziu consequências culturais
Aos poucos, o ser humano passou frequentemente a ser compreendido sobretudo nas suas dimensões biológica, psicológica, econômica ou social, enquanto a dimensão espiritual foi relegada ao âmbito das escolhas privadas.
É contra essa redução que Bento XVI afirmava: «A abertura para a transcendência constitui uma garantia indispensável para a dignidade humana, porque há desejos e exigências do coração de cada pessoa que só em Deus encontram compreensão e resposta. Não se pode, portanto, excluir Deus do horizonte do homem e da história!» (Discurso à Internacional Democrática de Centro e Democrático-Cristã, 21 de setembro de 2007).
A peça Huis clos, de Jean-Paul Sartre, pode ser evocada aqui como uma provocação particularmente expressiva, desde que não se simplifique o seu significado. Nela aparece a célebre frase: “O inferno são os outros”. Sartre não pretendia simplesmente afirmar que toda relação humana é infernal. A expressão deve ser compreendida no contexto de sua análise do olhar do outro: quando fico aprisionado à imagem que o outro constrói de mim, corro o risco de me experimentar como objeto de seu julgamento. As personagens da peça estão fechadas, sem portas nem janelas… é uma correta imagem do mundo e da sociedade quando se faz desaparecer Deus do horizonte do agir.
Curiosamente, numa sociedade dominada pelas redes sociais, essa intuição adquire uma atualidade inesperada. Nunca foi tão fácil medir a própria existência pelo olhar alheio: quantas pessoas me seguem, quantas curtidas recebi, que aparência tenho, o que os outros pensam de mim, se sou suficientemente bonito, bem-sucedido, desejado ou admirado. A identidade pode acabar aprisionada numa sucessão infinita de olhares exteriores.
A fé cristã oferece uma libertação radical dessa lógica: antes do olhar dos outros sobre mim, existe o olhar de Deus. E esse olhar não é determinado pelo meu desempenho.
É o olhar daquele que me criou, me quis e me ama
É nesse sentido — antropológico e teológico — que podemos voltar à pergunta que encabeça este texto: o que está levando os jovens a desistirem da vida?
Não existe uma resposta única no plano psicológico, sociológico ou médico. Seria irresponsável pretender que exista. Cada história de sofrimento exige ser acolhida na sua singularidade, e toda pessoa em risco precisa encontrar ajuda competente, proximidade humana e acompanhamento.
Mas, no plano cultural, podemos formular outra pergunta: não estaremos construindo uma sociedade cada vez mais capaz de oferecer meios para viver e cada vez menos capaz de dizer por que vale a pena viver?
É aqui que a crise de transcendência se torna decisiva.
A retirada de Deus do horizonte cultural não explica, por si só, cada suicídio. Mas pode contribuir para um ambiente em que se tornam mais frágeis algumas das grandes fontes de sentido que, durante séculos, ajudaram o ser humano a compreender a própria existência: a consciência de ter sido querido, a certeza de possuir uma dignidade que não depende do sucesso, a esperança de que o sofrimento não tem a última palavra e a convicção de que a vida recebida contém uma vocação e um destino.
Por isso, diante da crise de esperança das novas gerações, um dos grandes desafios da vida e da missão da Igreja consiste em abrir novamente caminhos para Deus.
Não se trata de acrescentar uma camada religiosa artificial à vida dos jovens
Trata-se de lhes oferecer a possibilidade de descobrir que a fé ilumina todas as dimensões da existência.
O papa Francisco falava frequentemente das três linguagens necessárias à educação: a linguagem da inteligência, a linguagem do coração e a linguagem das mãos. No encontro com os jovens em Milão, no Estádio de San Siro, em 25 de março de 2017, sintetizou admiravelmente essa proposta: «Educar para a harmonia destas três linguagens, a tal ponto que os jovens, rapazes e moças, possam pensar naquilo que sentem e fazem, sentir o que pensam e fazem, e fazer aquilo que pensam e sentem. Não separar estas três realidades, mas colocá-las todas juntas».
Estas três linguagens podem indicar também três grandes tarefas para a Igreja.
Em primeiro lugar, a inteligência: precisamos reaprender a apresentar as razões da fé.
É necessário criar nas comunidades cristãs espaços e tempos de estudo da Sagrada Escritura, do Catecismo da Igreja Católica e dos grandes textos da tradição cristã. Mas não se trata nunca apenas de repetir fórmulas. Trata-se de compreender o nexo profundo entre as verdades da fé e as grandes perguntas da existência.
Por que existe alguma coisa em vez de nada? O que significa ser pessoa? De onde vem a dignidade humana? O que torna uma ação boa ou má? O que é a liberdade? Por que amar é melhor do que odiar? Como enfrentar o sofrimento? O que significa morrer? Existe uma vida eterna?
Uma fé incapaz de dialogar com estas perguntas corre o risco de se tornar superficial
Mas uma fé intelectualmente assimilada permite ao cristão compreender o mundo e dar razões da esperança que o habita.
A esse respeito, vale a pena recordar aquilo que o papa Leão XIII, no final do século XIX, já indicava como condição necessária para que os católicos pudessem fazer diferença na sociedade: «é necessário que todos os católicos dignos deste nome se determinem a ser e mostrar-se filhos dedicados da Igreja» (Immortale Dei, n. 57).
Em segundo lugar, o coração: precisamos ensinar novamente a rezar.
Uma coisa é a oração natural, que pode surgir espontaneamente diante do medo, da dor ou da necessidade. A oração cristã é mais do que isso: é relação filial com Deus. É descobrir que o cristianismo não começa por uma teoria, mas por um encontro.
Por isso, precisamos realizar verdadeiros itinerários de iniciação à oração. É necessário ensinar a entrar no silêncio, a escutar a Palavra de Deus, a permanecer diante d’Ele, a participar conscientemente da liturgia, a fazer exame de consciência, a descobrir a adoração e a compreender a vida sacramental.
Os jovens estão sedentos, e grande parte da nossa cultura oferece poços que prometem saciar e deixam ainda mais sede.
Na oração reaparece o pedido da samaritana a Jesus: «Senhor, dá-me dessa água» (Jo 4,15).
Posso testemunhar particularmente a realidade de Portugal, que conheço melhor
Em Lisboa, muitos jovens dedicam semanalmente uma hora inteira à adoração diante do Santíssimo Sacramento, inclusive durante a noite e a madrugada. Muitos testemunham como o silêncio diante do Senhor presente na Eucaristia transformou progressivamente a sua vida espiritual. Na cidade de Lisboa e em seus arredores existem hoje várias capelas de adoração perpétua, abertas 24 horas por dia, sete dias por semana, e muitas horas são assumidas precisamente por jovens.
Isto significa alguma coisa.
Numa geração acusada tantas vezes de não conseguir permanecer alguns minutos sem olhar para uma tela, encontramos jovens capazes de permanecer uma hora inteira em silêncio diante da Eucaristia.
Talvez a sede seja maior do que imaginamos.
Em terceiro lugar, as mãos: precisamos recuperar a linguagem do serviço.
A fé cristã nunca termina numa experiência intimista. Quem encontra Cristo é enviado ao encontro dos outros.
A este respeito, o papa Leão XIV oferece, na exortação Dilexi te, uma formulação particularmente bela: «o pobre não é apenas alguém a quem se presta auxílio, mas é presença sacramental do Senhor» (n. 44). É uma afirmação extraordinariamente exigente.
O pobre não é simplesmente destinatário da bondade do cristão. É lugar de encontro com Cristo.
Por isso, sobretudo nas grandes cidades, onde existem tantas formas de solidão, abandono e sofrimento, as estruturas da Igreja — hospitais, centros de apoio às pessoas em situação de rua, casas de acolhimento, instituições que acompanham crianças, jovens, idosos, migrantes, doentes e famílias vulneráveis — podem tornar-se também verdadeiras escolas de humanidade.
Mas essa linguagem só transforma quando é marcada pela fidelidade. Não basta uma experiência ocasional de voluntariado destinada apenas a produzir uma sensação agradável. É necessária uma aliança com quem sofre: aprender nomes, conhecer histórias, criar relações, assumir responsabilidades.
Pois o próprio Senhor nos deixou um critério para reconhecer a autenticidade da nossa fé: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40).
Inteligência, coração e mãos
Conhecer a verdade, entrar em relação com Deus e transformar essa relação em amor concreto.
Talvez aqui esteja uma parte importante da resposta cristã à crise contemporânea da esperança.
A Igreja não possui uma explicação simples para todo o sofrimento dos jovens e não deve fingir que possui. Deve escutar, acompanhar, acolher e saber trabalhar também com famílias, educadores, psicólogos, psiquiatras e todos aqueles que procuram proteger a vida.
Mas possui algo que não pode deixar de oferecer.
Pode olhar para cada jovem e dizer-lhe: a sua vida não é um acidente. Você não vale aquilo que produz. Você não vale o número de pessoas que o seguem. Você não vale as notas que consegue, o dinheiro que ganha, o corpo que possui ou a aprovação que recebe. A sua dignidade vem antes de tudo isso. Você foi querido por Deus, é amado por Ele e a sua existência possui um sentido que nenhum fracasso pode apagar.
Num mundo que ensina continuamente os jovens a perguntar quanto valem, talvez a primeira missão da Igreja seja ajudá-los a descobrir que existem coisas que não têm preço.
E a vida humana é uma delas.





