É a pessoa certa?

Tenha a coragem de romper um namoro que não o constrói

Cada dia vivido com a pessoa errada é um dia a menos com a pessoa certa

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Namorar é um tempo esperado pela maioria dos adolescentes e jovens, é tempo de encontrar aquela pessoa que o fará feliz e o amará intensamente. O namoro pode começar com a amizade ou até mesmo com a atração física, mas, com o tempo, vai saindo da superficialidade e se aprofundando.

O namoro é uma fase bela de conhecimento na vida de duas pessoas e é o momento certo para escolher se é com essa pessoa que você quer passar o resto da sua vida. Como diz o professor Felipe Aquino, “o namoro é o melhor momento para um divórcio”. Por isso, você não deve ter medo de romper um namoro se perceber que ele não o está construindo.

Quanto mais tempo de relacionamento, mais difícil será rompê-lo. Porém, é preciso pensar que cada dia vivido com a pessoa errada é um dia a menos com a pessoa certa. E pior do que terminar um namoro é casar-se com a pessoa errada. É muito sério! Como é triste perceber que existem casais que vivem o sofrimento de perceber que eles não eram feitos um para o outro, não se adaptaram às diferenças próprias de cada gênero.

É importante estabelecer alguns filtros para ajudar no processo de discernimento. Fazer algumas perguntas para si é fundamental.

É bom que estejamos juntos? O namoro faz bem para mim e para o outro? O nosso relacionamento é bom para a nossa família e para a sociedade? Nossas prioridades de vida são semelhantes?

A partir das respostas desses questionamentos pode-se ter uma visão melhor se o seu namoro está progredindo ou regredindo. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Romanos 12,2).

Eu já namorei três vezes antes de ingressar na Comunidade Canção Nova como membro. Em cada término, eu pude aprender muito e amadurecer afetivamente. Sofri sim, tive noites mal dormidas, muitas lágrimas, não comia e pensava que eu não aguentaria aquele sofrimento. Mas como a minha mãe dizia: “Vai passar, porque tudo passa!” E passou. Fiquei seis anos sem namorar até assumir um relacionamento sério com o Guilherme Zapparoli.

Guilherme e eu temos quatro anos de história de amor e um ano de noivado. Cada fase que passamos juntos, vamos escolhendo um ao outro e decidindo pelo casamento. Porém, até chegarmos ao altar, estamos em fase de discernimento. E é importante que seja assim, pois, depois de receber o sacramento do matrimônio, não há mais discernimento, é a decisão final, é o “para sempre”!

Ainda bem que os meus três últimos namoros não deram certo e eu tive a coragem de romper com eles, pois hoje estou com a pessoa certa, que não é perfeita, mas é a justa medida que me conduz para mais perto de Deus.

Portanto, namorar é tempo de fazer escolhas conscientes que vão além de sentimentos e emoções. Convido você a ter a coragem de romper um namoro que não o constrói e a rezar comigo a oração de Santa Tereza D’Ávila: “Nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa! Só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta. Só Deus basta.”

E você, já teve a coragem de romper um namoro que não dava mais para seguir adiante?

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