Namoro

A experiência mostra (por vezes dolorosamente) que nestes casos, nem sempre se consegue ver as coisas de uma forma muito clara. Em todo caso não é muito fácil estar seguro de si mesmo ou dos seus sentimentos, e apoiar-se em provas e sinais muito reais.

Isto se explica pelo fato do amor não ser como uma idéia (definível) ou um fenômeno material (possível de medir), ele está dentro do “campo da escolha”. E portanto, pegando uma frase de S. Boaventura: “A medida do amor – e o seu critério – é o amor”. No entanto existem alguns critérios “práticos” (mas não exaustivos):

Será que eu amo o meu amigo(a), ou antes amo o amor que sinto por ele(ela)? Muitas vezes estamos de tal maneira admirados com o sentimento extraordinário que reveste o amor, que podemos deixar de dar atenção ao outro…

Sendo assim, a pergunta não seria: “será que eu o(a) amo?”, mas sim: “será que eu tenho o desejo de o(a) amar?” (uma vez que o amor não é um sentimento, mas mais uma decisão, uma escolha, um “querer amar”).

Por fim, não esqueçamos que o amor é uma relação entre duas pessoas! Só se pode falar de amor se houver reciprocidade. O melhor meio de verificar se existe ou não, é fazer a pergunta (no momento certo e com tato!) àquele ou àquela que é o objeto das minhas ternas afeições!

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