semana das mães

Você já se questionou: quero ter filhos ou quero ser mãe?

A primeira pergunta, na verdade, podemos dizer que é fruto de um desejo bem egoísta, uma satisfação do próprio ego. Muitas mães têm seus filhos como troféus, pois elas os expõem constantemente, exibindo o filho como aquele que “salvou” o casamento dela, depois do nascimento dele. Exibem as belas roupas caras que são capazes de dar para esse filho, expõem o seu desenvolvimento e talento, afinal de contas, o filho é especial. E, isso é perigoso, porque colocam neles um peso que ainda não são capazes de suportar, mesmo que lhes pareça interessante ou divertido, não é próprio de sua idade. As mães expõem seus filhos como forma de mostrar que sua família é perfeita. Será que é? Ou será que criou um conto de fadas para essa criança viver? Quando ela (ele) descobrir que não é a princesa ou o príncipe, qual será a reação dela (dele)?

Foto Ilustrativa: inarik by Getty Images

Toda criança passa naturalmente pela fase do narcisismo, egoísmo e egocentrismo. Porém, se essas fases forem estimuladas, pode ser que a criança não dê conta de superá-las e continue presa a elas por toda vida. Pense como é chato e desgastante uma relação com adultos narcísicos, que só pensam no quanto eles podem ser bons, belos e ostentam tudo o que têm! Ou um adulto que possui um grande sentimento de posse, que quer tudo, não se satisfaz com nada e fica envolvido em “ter coisas e pessoas”, usa tudo como “objetos” de pertença. Quem sabe ainda, um adulto egocêntrico, que se diz o dono da verdade, que sua palavra e seus pensamentos são sempre os melhores. Tenho certeza de que não será fácil conviver com essas pessoas.

Mães que desejam ser mães

Ter filhos é uma resposta à sociedade! Isso revela que sou capaz e viril! Porém, a via do amor passa um pouquinho distante dessa relação social. Não é que aqueles que, desejam a todo custo ter um filho, não os amem, mas é uma manifestação de amor diferente.

Aquelas mães que desejam ser mães querem os filhos da forma que eles vierem, sejam saudáveis, enfermos, biológicos ou do coração. Não importa a forma que o filho venha, importa que tenha amor para dar a essa criança que lhe foi confiada. Se você recebesse a notícia de que não poderia gerar filhos, qual seria a sua reação? Adotaria um cachorro e daria a ele todo “amor” que acredita ter? Ficaria presa em seus sentimentos de impotência, doença ou maldição; e amargaria a vida e a Deus por não realizar seu sonho? Ou seria capaz de acolher uma criança que foi gerada no ventre de outra pessoa? Difícil resposta, não é?

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Uma vez, ouvi uma mãe dizer a Deus que precisava encontrar seus filhos, porque ela sofria a falta deles e sabia que eles também sentiam a falta do amor de mãe. Deus a ouviu e lhe deu uma filha do coração. Esse é o verdadeiro sentido de ser mãe! Saber que possui um amor tão grande que sente a ausência desse filho, o qual, muitas vezes, vem de forma surpreendente.

Adotar uma criança pode ser um risco para aqueles que não sabem amar. Você quer ser mãe ou quer ter filhos?

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Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência. Autora do livro “Conversando sobre ansiedade: aprenda a vencer os seus limites”, pela Editora Canção Nova.

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