A força do Alto
Muitas vezes, a nossa experiência de fé e o nosso Batismo no Espírito Santo podem assemelhar-se àquela figueira estéril mencionada no Evangelho, que raramente produz frutos. No caminho cristão, não basta ostentar um título ou participar de grupos; é necessário que a estrutura da nossa alma seja fecundada e testada, não por critérios humanos, mas pela força do alto.
A desertificação espiritual
Vivemos em um tempo onde a desertificação física do planeta reflete uma preocupação global, com desertos avançando milhares de quilômetros e a escassez de água atingindo até países ricos em recursos hídricos, como o Brasil. Da mesma forma, em nossas vidas, pode acontecer uma desertificação espiritual.

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O “rio caudaloso” do Espírito Santo está à disposição, mas, frequentemente, criamos barragens e comportas em nossos corações. O desejo de receber o Espírito muitas vezes vem acompanhado de restrições: “Eu quero o Espírito Santo, mas não quero esse negócio de cair”. No entanto, para receber esse banho de regeneração, é preciso estar disposto a passar pelo que os apóstolos passaram no Pentecostes, permitindo que o Espírito rompa nossas resistências.
Chamados para a transformação
O Espírito Santo sopra onde quer e Sua ação é o motor de tudo o que é bom na Igreja. Os grandes santos afirmam que qualquer sinal manifesto de Deus é obra direta do Espírito. Por isso o convite hoje é para deixar que Ele atinja as profundezas da sua história pessoal e complete todo o seu ser.
Não fomos chamados para ficar “trancados em casa”, evitando os ventos da vida; fomos chamados para a transformação. O Espírito Santo transforma tudo o que toca, e se nossa vida ainda não mudou, é porque ainda não permitimos que Ele toque em nossa história. É preciso ter coragem para se lançar nessas águas, pois esse rio deixa saúde por onde passa.
Sinais da água viva
A verdadeira experiência do batismo no Espírito Santo é visível pelos rastros que deixamos. Podemos aprender com a natureza: assim como as formigas deixam um odor que serve de guia para as outras, o cristão cheio do Espírito deve ser um sinal da água viva.
Infelizmente, quando não vivemos essa experiência de forma autêntica, acabamos deixando rastros de:
- Desamor;
- Desânimo;
- Desunião e discórdia.
O objetivo da vida no Espírito é chegar ao ponto de “não conseguir mais nadar”, ou seja, deixar de caminhar apenas por esforços próprios para ser conduzido pela correnteza de Deus. Quando conseguirmos espalhar os rastros do amor de Deus por onde passarmos, poderemos dizer, com convicção, que experimentamos a vida em plenitude.
Trecho retirado do livro “Renovados pelo Espírito Santo”
Pe. Léo, SCJ (⭐09/10/1961 ✝️04/01/2007)
Adaptação: Amanda Martins






