EXEMPLO

Oração de libertação por intermédio de São Bento

Conheça o grande místico São Bento

São Bento mostrou com seus “milagres” possuir muitos dons. Ele tinha o dom da profecia, o poder da bilocação, enxergava o demônio, ensinou conscientemente através de sonhos, exorcizou, curou, operou ressurreições e, sobretudo, realizou muitos “milagres” por meio de uma oração e de uma benção extremamente poderosas. Tudo isso é contado em seus “milagres”, mas, muito podemos aprender com ele: a humildade, a disciplina e o amor a todos.

Profecia – Bilocação – Sonhos

Uma vez, o santo teve uma visão quando estava em oração. Ele viu São Plácido, ainda menino, afogando-se nas águas de um rio que ficava próximo. Por isso, enviou o primo dele, São Amaro, mandando que esse corresse para salvá-lo das águas do rio. São Amaro obedeceu prontamente e chegou a tempo de salvar São Plácido que realmente estava se afogando dentro do rio. Posteriormente, São Plácido afirmou ter visto São Bento o colocar sobre os ombros do irmão e puxá-los para cima. Também, o rei Tótila, dos Godos, sabendo de seus dons, tentou enganá-lo enviando um oficial seu, vestido com suas roupas e jóias, mas, tão logo ele chegou na frente do santo homem e esse o desmascarou. Depois, emocionado, o próprio rei foi visitá-lo e São Bento lhe predisse em poucas palavras o futuro dele que veio a se cumprir. São Bento, também, previu a destruição do mosteiro de Monte Cassino, e anunciou aos seus discípulos, a própria morte, 06 dias antes.

Além da bilocação ocorrida no afogamento de São Plácido, São Bento visitava e ensinava em sonhos, como quando enviou seus discípulos à Terracina, para a construção de um mosteiro e prometeu – lhes estar tal dia com eles para lhes traçar o plano da construção do edifício. Na noite anterior, o abade e prior tiveram – em sonho -, todos os detalhes da construção, ditados pelo santo homem, no entanto, não  deram crédito ao sonho e continuaram esperando São Bento para iniciar a construção. São Bento os repreendeu e lhes enviou para que cumprissem o determinado.

O Invisível – Exorcismo

A taça que aparece nas imagens do santo ilustra um acontecimento especial na vida do santo. Depois de ter vivido três anos como eremita, São Bento foi chamado para ser o superior do convento de Vicovaro. Lá, porém, os religiosos viviam uma vida de poucos sacrifícios e de pouca oração. São Bento tentou mudar o comportamento dos monges, mas esses, ao invés de acolherem seu ensinamento, tentaram matá-lo colocando veneno numa taça que ele usaria para beber. Como de costume, São Bento rezou e abençoou a bebida antes de consumi-la. Neste momento, a taça quebrou, revelando, assim, a intenção daqueles homens. A partir desse momento, São Bento saiu dali e fundou a Ordem dos Beneditinos. No mosteiro de Monte Cassino, São Bento enxergava o demônio, mas, muitas outras vezes isso se repete, outra situação foi na construção do mosteiro, os monges não conseguiam mover uma pedra e sob ela, o venerável, enxergou um demônio e tão logo ele abençoou a pedra e ela pode ser removida. Outra vez foi com um monge; o abade reclamou a São Bento que esse monge sempre fugia da oração, em abstração e desatenção, então, São Bento tomou São Mauro e foram vero  monge. São Bento então disse: “Estais vendo quem que arrasta para fora o monge?”. São Bento orou e São Mauro pode, também, ver o pequeno demônio que atormentava o monge. Ele aplicou ao irmão varadas e expulsou o demônio que nunca mais voltou a perturbá-lo.

São Bento enxergava (também) nos “planos superiores”, pois, viu quando a alma de sua irmã Santa Escolástica, na ocasião de sua morte, subindo aos céus, lá entrou em forma de pomba e da mesma forma a alma de São Germano, Bispo de Cápua, sendo levada aos Céus pelos anjos em uma bola de fogo.

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Curas – Ressurreição

Suas curas foram numerosas, mas algumas foram bem incomuns, como a do monge esmagado por um muro que caiu, na construção de Monte Cassino, ele teve seus ossos esmigalhados, a tal ponto que, teve de tão destroçado que ficou, teve de ser levado ao santo homem em um lençol, que serviu como uma maca. São Bento pediu para deixa-lo em um lugar de oração e dali saírem; e logo o monge retornou em saúde perfeita para o trabalho.

Outro caso é o da ressurreição do filho de um camponês, esse nos mostra o conhecimento e a humildade de São Bento, porque ele relutou muito e disse: “Afastai-vos, irmãos, afastai-vos; coisas dessas não cabem a nós, antes são próprias dos Santos Apóstolos. Por que quereis impor – nos cargas que não somos capazes de suportar?”. O pai da criança, porém, não desistiu até que São Bento lhe atendesse, e esse erguendo as mãos aos céus, junto ao corpo do menino, orou “Senhor, não olhes os meus pecados, mas a fé deste homem que pede, que ressuscite essa criança, e faça voltar a este corpinho a alma que dele quiseste levar”; tão logo terminou a oração e o menino voltou à vida.

E muitos outros “milagres” ele realizou pela oração e pela benção:

Ele descobriu uma fonte de água onde não havia;

Um monge que havia morrido saindo do mosteiro sem sua benção, fora enterrado várias vezes, mas seu corpo amanhecia fora do túmulo até que o venerável lhe abençoou;

Algumas irmãs religiosas foram proibidas por ele de receber a comunhão, pois mesmo sob o hábito religioso, não refreavam suas línguas e morreram nesse estado. E, na igreja durante a missa, elas eram vistas por uma amiga delas, porque, na hora da comunhão elas saiam de suas tumbas e retiravam-se da igreja. Essa amiga, contando essa visão a São Bento, o homem de Deus, ele prontamente interviu e elas puderam descansar em paz;

A ferramenta que perdeu-se dentro de um lago e, ele, colocando o cabo dentro do lago, e orando fez com que, a ferramenta retornasse encaixando-se ao cabo.

Façamos a oração de libertação por intermédio de São Bento

São Bento, grandioso mestre da oração,
que buscaste a Deus no silêncio e na contemplação,
ajudai-me, também, a descobrir no amor de Cristo,
a Fonte de Água Viva que, lava de todos os pecados
e reveste da infinita misericórdia.
Por tua poderosa intercessão,
livrai-me dos demônios da inveja,
do ódio e da vingança.
Que pela força da oração constante,
afugente, na força do glorioso nome de Jesus,
o dragão do mal, que perturba minha alma
roubando a minha paz!
Que teu exemplo de fé,
me inspire a caminhar na luz de Deus,
libertando-me de todas as algemas que, impedem minha alma,
a viver em paz e liberdade interior.
Amém!


Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). É autor do livro “Amor Sem Fronteiras” pela Editora Canção Nova. Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar outras reflexões, acesse: facebook.com/peflaviosobreiro

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