A firme decisão

A vida é marcada por momentos de decisão, seja para o bem ou para o mal. É importante que seja assim, porque sem decisão e determinação, ficamos perdidos e inseguros, sem rumo e desorientados em meio a tantas opções da vida hodierna.

Ser decidido é experimentar um ato libertador. É agir com liberdade, assumindo as exigências próprias do caminho escolhido. Isso é o que deve acontecer na prática da vida do cristão. O que lhe dá segurança e rumo certo é sua adesão ao projeto de vida de Jesus Cristo.

Jesus foi decidido e consciente na missão. Ele sabia das consequências, inclusive da morte na cruz. Não tinha “ficha suja”, entrando até no embate contra a prática suja e injusta de Seu tempo. Isso custou-Lhe a morte com todos os requintes de sofrimento.

A história do Cristianismo é marcada por seguidores cristãos. Cristo deixou bem claras e determinadas as condições para quem desejasse segui-Lo. Anuncia que a verdadeira segurança está em Deus. O caminho do discípulo é de generosidade, de comprometimento e entrega constante.

Há um convite explícito para isso, como disse o Ressuscitado: “Segue-me” (cf. Lc 9, 59), que exige disponibilidade para servir com gratuidade. Sabemos que isso não é fácil numa cultura capitalista. Exige, sim, determinação ou firme decisão.

O encontro livre da pessoa com Deus faz com que ela tenha uma profunda mudança de rumo na vida. E com que saia da escravidão do coração egoísta do mundo do ter e do individualismo, experimentando a liberdade cristã, que possibilita colocar a vida a serviço dos outros.

A liberdade em Deus produz frutos saudáveis: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (cf. Gl 5, 22-23). A escravidão é marcada pela falta de amor e pelo egoísmo, que destroem a vida comunitária e os laços de fraternidade.

Jesus Cristo e a Igreja convidam discípulos para colaborar na construção do Reino de Deus. Mas pessoas de firme decisão, de ação e testemunho, capazes de assumir os desafios da missão com amor gratuito e despojado dos encantos da sociedade de consumo.

comentários