Riqueza Moral

Para ganhar é preciso que o outro perca?

Lucro com propósito, crescimento ético nos negócios

No mundo empresarial, no mundo dos negócios, no mercado financeiro, na bolsa de valores, também nas empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes, e até na esfera governamental e não governamental primeiro, segundo, terceiro setor, é muito comum ter a ideia, inclusive por meio das pessoas, de que para crescer é preciso que alguém caia; para ganhar dinheiro é preciso que alguém perca; para conquistar coisas é preciso passar a perna em alguém ou tirar vantagens indevidas, mas isso não é a verdade.

Para ganhar é preciso que o outro perca?

A própria Doutrina da Igreja, em São Tomás de Aquino, fala do preço justo onde não se deve cobrar acima daquilo que é o justo. O lucro sim, ele é bom, ele é sadio, ele é saudável, ele é importante e até necessário para as empresas. Todavia, o lucro excessivo, preço excessivo, o preço imoral, ele é um erro, um desvio e até mesmo um pecado. Muitas pessoas têm a concepção de que para conseguir, para crescer, seja financeira ou materialmente, seja no seu patrimônio, nos seus bens, é preciso que outras pessoas percam. Isso, contudo, não é verdade. É muito mais fácil crescer e até mesmo prosperar financeira e materialmente ajudando pessoas e sendo ajudada. Uma via de mão dupla.

Vale tudo para ganhar?

Quando pessoas possuem relações sadias, confiáveis, que honram os contratos, as palavras, os acordos, os apertos de mão e aquilo que está nos pactos, convênios, acordos, isso é bom para todas as partes e todos crescem. Quando uma das partes não honra o compromisso, quer tirar vantagens (leia-se lei de Gerson ou jeitinho brasileiro) ou até colocar em letrinhas pequenas, como você já deve ter ouvido falar disso, se é que não assinou um contrato com esse tipo de cláusula escondida ou enterrada lá no final, com letrinhas pequenas, que visam burlar um acordo moral. Isso gera uma série de perdas financeiras, inclusive judiciais e, muitas vezes, em alguns casos, emocionais também.

Portanto, é importante, sobretudo, ter a noção de que, para acender financeiramente, para desenvolver-se patrimonialmente, para crescer nos negócios, na empresa, não é incomum pessoas entenderem erroneamente que, para ascender na empresa é preciso derrubar, “puxar o tapete”, cancelar e anular outras pessoas. Ou seja: é preciso que outras pessoas caiam para que eu cresça? Isso é uma concepção equivocada, errada e até sombria; como se diz no inglês, é um “misunderstanding”, um mal entendimento ou mal entendido. É uma captação errada do conceito de crescimento pessoal, até mesmo equivocada dos pontos de vista ético e moral. Pessoas que crescem e, ao subir, passam por cima de outras pessoas, elas tendem a cair a longo prazo, tendem a bater com a cara no chão. Pode levar tempo – um, dois, cinco, dez, vinte anos! –, mas, um dia, esse dito-cujo será abatido ou até arruinado por outra.

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Nunca usar golpe sujo

Prontamente, é preciso implantar a cultura da solidariedade, de trabalhar junto e, em conjunto da comunhão, buscar objetivos em cooperação. Se, em alguns casos, quando há, dentro de uma empresa, a notícia de que apenas uma pessoa será promovida naquele setor, que seja uma concorrência, pois essa não é pecado, a concorrência não é o mal, mas sim um estímulo para que nós nos esforcemos mais. Porém, nunca podemos usar de golpe sujo, de fofocas, mentiras, calúnias contra outra pessoa para conseguir. Infelizmente, é isso que nós vemos muito na política hoje. É importante cobrar um preço justo, agir de forma correta, procurar honrar os contratos, procurar beneficiar todas as pessoas. Além disso, beneficiando-se, para que todos ganhem aquela estratégia tão conhecida, tão famosa, pois a estratégia ganha.

Equipe Formação Canção Nova