No primeiro programa da nova temporada do Luz da Fé, Laércio Teixeira, membro da Comunidade Canção Nova, recebe o professor Felipe Aquino para um diálogo profundo sobre um dos pilares da fé católica: o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Neste encontro, o professor explica as razões que levaram a Igreja a sintetizar 2000 anos de doutrina em um novo documento aprovado pelo Papa João Paulo II.
O que motivou a criação de um novo Catecismo em 1992?
O atual Catecismo é considerado o segundo grande catecismo completo aprovado por um Papa em toda a história, sendo uma síntese de dois milênios de história: liturgia, Bíblia e doutrina. Segundo o professor Felipe Aquino, ele é o maior legado do pontificado de João Paulo II.
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A necessidade de um novo texto surgiu após o Concílio Vaticano II (encerrado em 1965). Vinte anos depois, em 1985, o Papa convocou um Sínodo para avaliar os frutos do concílio, pois haviam surgido interpretações equivocadas e confusões doutrinárias no seio da Igreja.
Um dos principais argumentos para a nova redação era o tempo decorrido desde o catecismo anterior. O guia utilizado até então havia sido promulgado pelo Papa São Pio V em 1566, ou seja, mais de 400 anos antes.
Aquele texto antigo já não respondia a questões contemporâneas complexas, como os avanços da bioética (bebês de proveta) e novas tecnologias que não existiam no século XVI. Por isso, os bispos pediram e o Papa concordou que uma atualização era urgente.
O Catecismo foi aprovado oficialmente em 12 de outubro de 1992. A escolha da data foi simbólica: marcava os 500 anos da chegada de Cristóvão Colombo à América, o ponto de partida da evangelização no continente.
Transcrito e adaptado por Rophiman Souza






