▶️ DIA 16

Na presença do Deus vivo: a luta contra o coração endurecido

Na Quaresma de 2026, a Igreja nos convida a um tempo sagrado de conversão e renovação interior. São 40 dias de intensa preparação para a Páscoa, o ápice da nossa fé. Este ano, esse convite se aprofunda com o  Itinerário Quaresmal: Na Presença do Deus Vivo, o retiro oficial da Canção Nova.

Estamos no 16º dia do nosso itinerário quaresmal. Hoje, mergulhamos em um tema desafiador, mas libertador: a mortificação da carne.

A Igreja nos ensina que mortificar o corpo não é um ato de autodesprezo, mas de liberdade. O pecado lança raízes profundas no nosso ser; e a nossa sensibilidade às concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida tendem a arrastar a alma para longe de Deus. Para vivenciar o poder que Cristo nos conferiu, precisamos, com a força do Espírito Santo, destruir o que o mal formou em nós.

A vontade sequestrada e a necessidade da graça

Um ponto fundamental do nosso itinerário é o reconhecimento da nossa limitação. Mesmo quando Deus nos perdoa, a nossa natureza ferida nem sempre consegue aproveitar esse perdão inteiramente de imediato. Por quê?

  • A vontade ferida: Nossa capacidade de querer o bem foi sequestrada pelas paixões.
  • A prisão afetiva: Estamos, por vezes, presos emocionalmente ao pecado.
  • O obstáculo da limitação: Algo da perversão do pecado perdura como uma cicatriz que nos impede de caminhar.

Nessa realidade, a solução não vem apenas do nosso esforço humano, mas do Poder de Deus. Só Ele pode nos desligar desses vínculos.

O sacramento da confissão: um novo batismo

Se no Batismo fomos purificados, é na Confissão que atualizamos esse processo de libertação. Ao confessar nossos pecados, somos, de certo modo, rebatizados no espírito do arrependimento e na água do reconhecimento contrito. É através deste sacramento que o desligamento do mal acontece de forma inteira e real.

Oração

Senhor Jesus, creio e confesso, para a glória de Deus Pai, que o Senhor é o Filho do Deus vivo, o único caminho para Deus. Estou convicto de que o Senhor morreu na cruz por mim, derramou seu sangue por meus pecados e, para a minha salvação, ressuscitou dos mortos.

Sabendo o que o Senhor fez por mim, estou seguro de que as reivindicações de Satanás contra mim estão canceladas pelo poder da santa cruz.

Coloco-me, então, diante do Senhor e, dobrando meus joelhos, declaro: Jesus Cristo é o Senhor! Submeto-me ao Seu senhorio. Declaro que, pelo resto de minha vida, vou servir-Lhe e obedecer-Lhe de todo o meu coração. E, com a autoridade dos que Lhe pertencem, eu tomo posição contra qualquer força maligna das trevas que, de alguma forma, tenha vindo à minha vida – quer pelas coisas que eu fiz, quer por aquilo que minha família tenha feito, quer por atos de meus ancestrais, quer de alguma coisa a mais de que eu não esteja a par. Onde quer que haja treva na minha vida, quaisquer forças malignas, eu renuncio a elas agora, Senhor.

Recuso-me a submeter-me a elas por mais tempo e, pelo nome poderoso de Jesus, o Filho de Deus, tomo autoridade sobre todas as forças do mal que me atormentam. Desligo-me delas e liberto-me totalmente do Seu poder.

Eu invoco o Espírito Santo de Deus a invadir o meu ser e a fazer minha libertação e desligamento do mal, inteira e realmente, como somente o Espírito de Deus pode fazer. Em nome de Jesus Cristo. Amém!

Transcrito e adaptado Rophiman Souza