Finanças

Crise econômica, o que é e como afeta meu bolso?

As causas da crise econômica são diversas, mas há um consenso entre os economistas

“O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.” MARCO TÚLIO CÍCERO, Filósofo e Orador Romano.

Crise econômica O que é e como afeta meu bolso
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Não se fala em outra coisa: Crise econômica. Desemprego, inflação, taxas de juros, aumento de impostos e recessão. Afinal o que é tudo isso? Como a crise afeta meu bolso? Primeiramente é preciso entender que a crise econômica é um fenômeno complexo e que abrange muitas variáveis ao mesmo tempo. Isso não nos impede de simplificar: O Brasil não esta crescendo. O PIB – Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas produzidas ao longo do ano) do país esta caindo. Para facilitar o entendimento, imagine que o salário que você recebe todo mês comece a diminuir? É desastroso! Você passará dificuldades. O PIB precisa crescer todos os anos, ainda que seja 1%, 2%. Se isso não acontece, a renda das pessoas fica estagnada, ou pior, começa a cair. Começa então um ‘efeito dominó’. Pessoas com menos renda compram menos. Empresas, portanto, vendem menos e começam a demitir pessoas. As causas da crise econômica são diversas, mas há um consenso entre os economistas. O fator principal foi o déficit nas contas do Governo Federal e a crise política.

:: Oração pela necessidade de um emprego

Como a crise afeta o seu bolso?

Como um PIB em queda pode afetar minhas finanças e minha família? De várias formas, mas vamos também procurar simplificar para que seja o mais didático possível. A atual crise econômica brasileira tem algumas consequências diretas no seu orçamento pessoal e familiar:

A) PIB – Produto Interno Bruto. Segundo dados do Boletim Focus do Banco Central (BC), que colhe previsões de 100 instituições financeiras, a economia brasileira irá retroceder 2,55% em 2015, e irá cair 0,6% em 2016. Como falamos acima, um PIB menor, significa salários menores, aumento do desemprego e uma série de outros problemas.

B) Inflação. Como você já percebeu tudo ficou mais caro. Basta ir ao supermercado, jantar fora, comprar produtos básicos. A inflação hoje está achatando a renda dos brasileiros. Quando os produtos sobem, mas o seu salário permanece o mesmo, você perde poder de compra. Todos nós vemos na nossa renda, não da pra comprar o que comprávamos 1 ano atrás. Da inflação não há como fugir, todos na sociedade perdem com ela.

C) Desemprego. Muitas pessoas hoje tem encarado a realidade do desemprego, o que é uma experiência muito difícil. Muitos que estão procurando emprego têm percebido como é difícil para grande parte da população se recolocar no mercado de trabalho. Neste ponto vale a dica: Tenha como reserva financeira uma boa quantia para caso sua empresa passe por dificuldades e claro, procure se qualificar para manter sua posição na empresa.

D) Juros. Com as taxas de juros em alta é preciso ficar muito atento com suas contas de todos os meses. Procure planejar bem seus gastos, para que não entrar em dívidas, pois os juros estão em alta. Quando tiver que pagar uma conta e atrasar outra, procure ver qual delas tem juros menores. Como regra, nunca atrase o pagamento do cartão de crédito, pois tem o juros mais alto de todos no mercado.

Como toda crise, ela irá passar?

Por hora, nem economistas nem especialistas do mercado financeiro veem um horizonte melhor. Ainda estamos em crise e ela pode piorar. Por isso, vale a regra de segurar firme,  não perder o controle financeiro do seu orçamento. Não entrar em dívidas neste momento pode ser comemorado. Toda crise passa, mas quanto tempo ficaremos nela, ainda não sabemos. Como disse o filósofo e Orador Romano, Marco Túlio Cícero, melhor é manter as contas equilibradas e não esperar por outras melhoras externas.

 


Bruno Cunha

Mestrando em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (UNITAU), Bruno Cunha possui Pós-graduação em Administração (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente, é diretor administrativo e financeiro da Faculdade Canção Nova, onde também atua como professor. Cunha tem experiência na área de Finanças, Economia, Educação Financeira, Finanças pessoais e Administração Financeira e Orçamentária.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.