Separação

No que se refere à separação de um casal, percebemos que muitos casamentos tiveram um desfecho nada parecido com os contos de fadas. Muitos pais nem sempre pactuam com a inusitada decisão da separação dos filhos, especialmente, quando não houve precedentes na família.

Muitos fatos podem compor ou tentam justificar os motivos que levariam alguém a romper definitivamente um compromisso e, com isso, desencadeia-se uma série de outros fatores. Por mais bem resolvidas que possam ser as decisões assumidas de uma separação, haverá algumas implicações secundárias, como por exemplo, a reconstrução do “novo” estado de vida. De repente, aquela pessoa que tinha as obrigações de marido ou de esposa, se vê assumindo inteiramente as responsabilidades que anteriormente eram divididas.

Uma separação não envolve somente a vida de casais que resolvem tomar uma nova atitude, tampouco compreende simplesmente o equacionar a partilha dos bens ou negociar a pensão alimentícia. A decisão de assumir o rompimento do compromisso conjugal gera um estresse que afeta a atmosfera familiar, atingindo desde a rotina das atividades domésticas até o comportamento das crianças. Para os filhos, o rompimento da família, muitas vezes, significa perder um pedaço de si próprio.

Quase sempre, os filhos mais velhos assumem obrigações de pajear o irmão mais novo ou exercem tarefas de adultos em períodos em que os pais não se encontram no lar, agindo como se fossem os responsáveis pela manutenção da casa. Essas crianças são submetidas ao peso de uma obrigação que não lhes pertence e que consequentemente rouba a infância delas.

A separação conjugal não significa o rompimento dos laços afetivos entre pais e filhos, tampouco isenta os pais dos cuidados de estarem atentos às crises e aos sentimentos de abandono que poderão acontecer com os filhos.

Certos casamentos foram, realmente, assumidos na imaturidade dos casais que mal tinham consciência da responsabilidade que estariam prestes a assumir ou foram “forçados” por circunstâncias adversas. Por isso, alguns casais – após a separação – temem reviver os traumas de um amor frustrado, outros desejam voltar a se relacionar afetivamente com alguém. A Igreja acolhe com amor os casais de segunda união e analisa aqueles relacionamentos nos quais os casais buscam saber se o casamento realmente existiu.

Reconhecer nossa dependência da graça de Deus nos leva a buscar as curas de nossas feridas e daquelas que foram geradas nas pessoas diretamente envolvidas neste relacionamento frustrado. Isso é sinal de amadurecimento e diferencial para alcançar a felicidade que se almeja.

Um abraço e até breve.


Dado Moura

Dado Moura trabalha atualmente na  Editora Canção Nova, autor de 4 livros, todos direcionados a boa vivência em nossos relacionamentos. Outros temas do autor estão disponíveis em www.meurelacionamento.net twitter: @dadomoura facebook: www.facebook.com/reflexoes

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