Sentimentos de culpa

Aqui não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tiver pecado tenho de dizer: “Eu pequei, sou um pecador”. As culpas são realidades que devem nos jogar ainda mais nas mãos de Deus, realidade que nos deve fazer encontrar o Cristo Salvador!

O problema maior, nos dias de hoje, é o sustentar que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Esta é toda a teoria, a filosofia, pode chamá-la como quiserem, da Nova Era, que diz que não precisamos mais do Salvador. (…)

Desta forma não me refiro às culpas, mas sim aos sentimentos de culpa. A realidade da culpa é aquilo que faz São Paulo falar: “Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal”. Esta é a culpa! Os sentimentos de culpa, ao invés, consistem em fazer me sentir culpados quando na realidade não sou, porém eu ainda vivo o meu pecado! Aqui temos uma grande ferida psicológica.

Encontramos muitos fiéis com estes sentimentos de culpa, que podem transformar-se em escrúpulos, ou talvez em depressão, em obsessão, pois, muitas vezes, nos fixamos a uma idéia… Fixamos a nossa atenção sobre um ponto que é praticamente irreal, porque se Deus me perdoa eu já não sou culpado. O diabo fica certamente festejando quando acha uma fraqueza deste tipo no homem. Ele tenta e consegue com uma certa facilidade nos convencer de que Deus já não nos ama.

Deus me ama! Tudo começa disso, a caminhada para a cura começa aqui. A caminhada não começa do falar: “Eu sou um pecador!”, mas do falar: “Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado”. Uma vez que Deus me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor. Portanto o início da caminhada está aqui: Deus me ama!

Trecho do livro: “Cura do mal e libertação do maligno”, de Frei Elias Vella, OFM Conv

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