O medo é o pior inimigo do homem

Somos uma geração que tem muitos medos.

Segundo a psicologia, existem medos fundamentais do ser humano: medo da solidão, do fracasso, do desprezo, do futuro, da dor, de perder a imagem e medo da morte. Além de medo das mudanças e medo da pobreza.

Uma criança, assim como o adulto, quando tem medo, se paralisa ou foge… Paralisa-se diante de um mundo novo, de um futuro promissor ou esconde-se atrás dele. Esconde o que há de mais belo, também as alegrias, os talentos e a força do perdão.

Mas de onde vem o medo e como vencer este inimigo tão próximo?
Que sentimento poderoso é esse que domina nossas mentes e faz morrer nossos mais belos sonhos? Eles nos enclausuram em nossos pensamentos, nos fazem perder as mais ricas motivações, a coragem para a vida, matando a esperança.

Onde ele nasce em nossos pensamentos? E como detê-los, se temos a sensação que ele é mais forte que nós? Qual é a sua origem? Eu não saberia explicar como nos dominam, também seria um caso para a psicologia…
Então, como lutar contra ele, se algumas vezes é como o câncer, que quanto mais se corta, mais ele se enraíza e cresce? Existe terapia contra este inimigo?

Conheço alguém que respondeu esta pergunta.
Existe um meio para combatê-lo sim! Temos como nos defender deste “ser” misterioso que tem vida e força dentro do homem.

“No amor não há temor!”, o apóstolo João escreveu isso. Como descobriu esta resposta? O que sentiu quando escreveu? O que experimentou? Com que certeza?

Podemos classificar alguns motivos, que possivelmente o levaram a experimentar esta tão grande e poderosa verdade:
– O amor é mais forte que o medo (a única força que supera o medo é o amor).
Deus é amor. Na mesma carta João escreve esta verdade: em Deus não há motivo de medo. Ele teve a experiência do amor forte e terno de Deus, por isso fala com tanta convicção.
– João experimentou de perto a figura, os olhares, os ensinamentos do Mestre e como Ele se relacionava com cada pessoa…

João possivelmente tinha medos, pois foi humano como nós e, se os tinha, as lembranças do Mestre misericordioso encorajaram-no a viver a esperança e reanimar a alegria. As lembranças estavam tatuadas em sua mente e coração.

Na cruz, João sentiu em cada palavra, em cada grito e em cada gesto, em cada movimento do Mestre, como era possível superar o medo. Todos os medos que comentamos aqui: o desprezo, a dor, a solidão, perder a imagem e medo da morte – Jesus venceu, com autoridade de Mestre, cada um deles.

A experiência de amor de Jesus o contagiou, e o permitiu vencer este fantasma que tanto deprime. Talvez o sorriso, as palavras e a lembrança do ombro inclinado no ombro daquele que mais soube amar nesta terra, o capacitou a ter uma ótica de esperança de força e de coragem.

Se o Mestre venceu, ele também poderia vencer, pois João viu que o Filho do Homem foi frágil como nós. Chorou, ficou decepcionado, entristeceu-se, sentiu-se só… Mas de cada situação saiu vitorioso, porque amou. João experimentou a vitória do amor.
Somos uma geração privilegiada, pois conhecemos Aquele que não teve medo de amar e foi até as últimas conseqüências, ultrapassando a cortina do medo.
Porque temos acesso ao mais puro amor, ecoemos este grito de vitória: “eu não vou mais temer, porque escutei que ‘NO AMOR NÃO HÁ TEMOR!'”.

Não devemos lutar contra o medo, pois com ele não se luta diretamente. A única forma de vencê-lo é através do amor.
Se o medo é o pior inimigo do homem, o amor é seu melhor amigo!

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.