Você sabe educar seus filhos?

É uma obra de arte, nos tempos em que estamos vivendo, saber como educar os filhos, para serem os adultos que todo pai e toda mãe, almejam para eles.

Os valores de nossa sociedade levaram as crianças a tornarem-se cada vez mais exigentes, mas é também por causa dos próprios pais que elas acabam se tornando “mal educadas”.

Explico-me: Muitos pais esqueceram da necessidade de impor-se, como autoridade da casa, sobre os seus filhos. Eu disse “impor-se”, e isso significa estar numa posição superior, no qual comanda as coisas. E o fato disto não acontecer com relação aos filhos começa de bebezinho. As crianças têm a tendência de chorar quando querem alguma coisa e, temos o hábito de atendê-la prontamente, na hora que ela quer, do jeito que ela quer, mesmo que não seja necessário naquele momento.

É só observar: existem mães que o filho chora, já oferece o “mamá”, não importa se está com fome ou não. Chorou, mamou. Depois a criança cresce, e se acostuma com esta prática: pediu, recebeu. Para muitas mães, isso é mais prático.

Os pais que querem educar seus filhos, sem deixar que eles comandem a casa, começam desde cedo colocando limites, deixando-os chorar, se não tiverem doentes nem como fome. Muitas vezes, o choro é pura manha. Depois, os pais não podem dar tudo o que o filho pede, pois não estarão educando-o para o mundo, o qual não dá tudo o que queremos. Na verdade, para qualquer coisa ter sentido e valor para nós, deve haver uma conquista.

Muitos filhos perderam a noção disto – que as coisas não “caem do Céu”; que é preciso trabalhar para alcançar; e é assumindo o papel de pais da casa – aqueles que colocam os limites – que nossos filhos conseguirão ser alguém por si próprios. Às vezes os pais querem projetar aquilo que não conseguiram ser, nos seus filhos e acham que, dando de tudo o que querem é a solução. Eu acredito que cada pessoa tem diante de Deus, um novo projeto de vida, um caminhar novo, e é papel dos pais prepararem seus filhos para encontrar o seu próprio caminho de vida, de felicidade.

A experiência que eu tenho com minhas duas filhas é de dar a elas o necessário, não deixando a minha posição de pai, sem abrir mão de minha autoridade paternal no amor e em Deus.

Eu ensinei minhas filhas a irem à luta, porque a vida é difícil; dei toda formação sobre os perigos que a vida oferece, desde muito cedo. Sempre presente na vida delas, mas sem sufocar, permitindo que tenham opinião própria, lutando por ela, mas que saibam recuar quando suas opiniões não prevaleceram, principalmente em casa.

Tenho observado lares onde os filhos é que mandam. Os pais ficam como que acuados e obrigados a obedecer, a se “matarem” de trabalhar para dar de tudo e, são tratados como empregados. É uma inversão de papéis destrutiva para a família.

Educar exige tempo, sabedoria e tomada de posição, frente ao novo que se nos oferece a cada dia. É sempre um desafio! Fica para você, hoje, a reflexão sobre a autoridade. Se você a perdeu, não desanime, reconquiste-a, não tenha medo de dizer “sim” quando for sim e “não” quando for não.

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