Tempo é Vida!

Em nosso cotidiano, em pleno ‘século 21’ – julgando-nos superdotados por todo o conhecimento e aquisições que viemos adquirindo ao longo dos séculos: automóveis, aviões, telefones, televisores, celulares, fibra ótica, ônibus espaciais com direito a viagens turísticas e tudo!… – vivemos cada vez mais e mais ‘ocupados’, de modo que vamos deixando de lado e até mesmo tornando-nos ‘cegos’ para tantas coisas, pessoas e fatos.

Assim, aos poucos as frases chavões do tipo: ‘estou tão estressado’, ‘ ‘ah! agora não tenho tempo!’, ‘depois eu faço…pois, no momento tenho outra prioridade’…. vão tomando conta do nosso dia-a-dia sem que nos apercebamos. Ou será que não temos tido tempo para perceber, pois, afinal, estamos muito estressados e atarefados para isso?! Ou seria o contrário?

Quantos idosos você conhece que vivem sós e abandonados e que estão ansiando por uma visita sua? Quantas pessoas estão aguardando um sorriso seu? E afinal, será que você tem ‘’tido tempo para sorrir!?’’

Você já parou para pensar quantas pessoas podem estar esperando que você os ouça, incentive e lhes dê uma simples palavrinha? E que para que mudem de vida podem estar dependendo disso?

E assim vamos vivendo nossas ‘vidas-sempre-atarefadas’ deixando de lado as pessoas, fatos e coisas que realmente têm valor. Pois, quantas vezes deixamos de visitar, telefonar ou mesmo mandar um bilhetinho aos nossos amigos e entes queridos porque como sempre – ‘não temos tempo!’ (ou será que na linguagem cibernética do século 21 “não ter tempo” é apenas uma desculpa que se convencionou utilizar para justificar a nossa falta de vontade e de amor?!”).

Quantas vezes nem sequer damos um beijo e um abraço em nossos irmãos pelo mesmo motivo…E PRINCIPALMENTE, QUANTAS VEZES DEIXAMOS DE ADORAR E ORAR A DEUS POR ESSA MESMA FALSA JUSTIFICATIVA DA ‘ FALTA DE TEMPO’…

E levados por essa onda de consumismo, excesso de ocupação e de auto-suficiência, onde temos que produzir, produzir e produzir – pois para que façamos parte do mundo, como os outros, temos que: SER (os melhores, os mais bonitos, os mais bem sucedidos…), TER (o máximo possível de coisas materiais, para que não nos sintamos inferiores aos demais…), PODER (o máximo que conseguirmos para alimentar o nosso egocentrismo…) – vamos nos afastando cada vez mais de Deus e das pessoas. De modo que podemos ficar horas e horas assistindo a filmes; horas a fio estudando…; dias, meses e anos viajando e nos divertindo…Porém, quando se trata de Deus e de tudo que se refere a Ele, bem como ao nosso próximo – as coisas mudam! Para tal, já temos a referida resposta convencionada na ponta da língua: ‘Ah! Não, agora não dá!’, ‘Amanhã, se der, talvez….’. Ou quem sabe, ‘quando eu me aposentar, eu….’

Assim com a nossa sofreguidão vamos nos tornando cada vez mais distantes, egocêntricos e alienados em relação às situações e às pessoas…e principalmente em relação a Deus! E, afinal, para que serve tanta ocupação e tecnologia se estamos perdendo o verdadeiro sentido da vida??? Pois sempre que me afasto de meu irmão afasto-me de Deus, e vice-versa.

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