Solenidade de Santo Estevão

Caríssimos Irmãos e Irmãs

À luz do Santo Natal, a liturgia oferece hoje à nossa contemplação o heróico exemplo de Santo Estevão. Com o seu martírio, ele honra a vinda ao mundo do Rei dos reis, oferecendo-lhe o dom da sua própria vida. Mostra-nos, assim, como viver o mistério do Santo Natal.

Para acolher dignamente Jesus e prolongar a alegria da Noite Santa, é preciso fazer nosso o ensinamento do Evangelho, mesmo à custa da vida. E se nem todos são chamados, ao lado de Santo Estevão, a derramar o próprio sangue por Cristo, a todo o cristão é pedido que seja coerente com a própria fé em todas as circunstâncias da vida.

Seguir o Evangelho é certamente um percurso árduo e exigente, mas conforta-nos o dom que o Senhor oferece aos homens e mulheres de boa vontade. Em Belém, de fato, os Anjos anunciam aos pastores: ‘Paz na terra aos homens que Deus ama’ (cfr Lc 2, 14).

A paz tão ansiada e esperada, a única capaz de acalmar a consciência e o coração de cada pessoa, é assegurada a quantos, mesmo nas provações da vida, sabem acolher a palavra de Deus e se empenham em cumpri-la com perseverança até ao fim (cfr Mt 10, 22). O próprio Cristo, dirá São Paulo, é a nossa Paz.

Enquanto desejo do coração que passem serenamente estas Festas natalícias, invoco sobre cada um de vós a proteção de Santo Estevão. Seja ele, o Proto-mártir, a ajudar-nos no nosso caminho de cada dia, que esperamos coroar, no fim, com o eterno Natal, na festiva e alegre morada dos santos no Paraíso.

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