Querer o que Deus quer!

Não tenho dúvida de que o Senhor está formando um povo de fé. Precisamos unir a nossa fé com a de muitos outros irmãos. É urgente que se multipliquem os que temem e esperam no Senhor, direcionando suas vidas na observância das leis de Deus. Só assim poderemos agüentar os questionamentos de tantos que preferem guiar-se pelo seu próprio orgulho.

Quando nos unimos à pessoas de fé, nossas dificuldades tornam-se mais fáceis de serem superadas. Quando nos isolamos e queremos resolver tudo sozinhos, acabamos desanimando.

Creio que a única forma de sobrevivermos nos dias atuais é querendo o que Deus quer. É tomando as próprias decisões, segundo dois pilares: a Palavra de Deus e a voz do Santo Papa. No que escolhemos ou esperamos, unindo-nos num só coração e numa só alma aos irmãos de fé.

A fé de uma pessoa vai ajudar a fé de outra. A confiança de um consolida a confiança do outro, pois uma das armas que o inimigo usa contra nós é a opressão nos acontecimentos. O inimigo se aproveita de uma situação que vivemos, colocando uma “sobrecarga” em cima dela. É como se você tivesse uma ferida e uma pessoa, com a mão muito pesada, apertasse o ferimento. Você não percebe a mão do inimigo, mas sente a dor da ferida. Fixando a sua atenção na ferida, você pensa que apenas ela é a causa da dor. Na verdade, há também um outro fator aumentando a dor: a mão que faz pressão sobre aquela ferida. É isso que acontece conosco.

O diabo se aproveita de uma situação real para nos oprimir. Ele age em cima de um fato ocorrido ou em cima dos sentimentos que vivemos, para nos atormentar. Passamos a nos sentir desanimados, sem condições, fracos, escravizados. É um jogo sujo e covarde que só conseguimos ver e, do qual conseguimos nos libertar por meio da oração e da comunidade eclesial. Precisamos orar sempre, pedir ao Senhor que nos conceda o dom da fé e nos liberte do domínio. Precisamos nos engajar para nos fortalecer.

(…)

O nosso Bom Deus está atento às palavras de nossa boca e ao murmúrio do nosso coração. Se você está oprimido, sem conseguir sair da sua situação, precisa começar a fazer orações de confiança, ouvir músicas de louvor e confiança, conviver com pessoas cheias da graça de Deus, porque só assim se liberta da sanha do inimigo.

O inimigo age no silêncio, sutilmente. Quando percebemos sua ação, ele já está se armando para “fugir”, mas sempre nos atenta novamente. Fiquemos alerta!

Estejamos em oração e vigilantes. É pela fé e oração constantes que vencemos suas armadilhas. Ele nos atormenta, mas somos libertos de toda cilada. Façamos como Paulo e Silas que, encarcerados no fundo da prisão, com os pés presos num tronco, rezavam:

“À meia noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam” (At 16, 25).
Se preferir, comece cantando hinos de confiança e louvor!

Do livro: “Sofrer sem nunca deixar de amar”

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