Prudência, sonhos e idealizações

É necessário querer não apenas um bom fim, mas os bons meios que nos conduzem a tudo isso!

Nossa vida gira em torno de várias situações. Ela é composta de pequenas partes, de momentos, de histórias, nas várias atividades: em casa, no trabalho, na escola, com amigos num momento de lazer.
Cada uma dessas partes da vida se forma a partir de uma escolha e toda a vida é a somatória das escolhas que foram sendo feitas ao longo de nossa existência.
Existe em cada um de nós uma necessidade de acertar. Somos incapazes disso por nós mesmos, mas existe lá no fundo de cada um o desejo de perfeição.
Que bom seria ter certeza de todas as coisas em todos os momentos, não é? Talvez você se lembre agora daquela situação onde depois de colher algum fruto não muito bom disse a si mesmo; “Não tive a intenção de fazer mal. Ah! Se eu soubesse que isso iria acontecer…”

É necessário querer não apenas um bom fim, mas os bons meios que conduzem a ele! Não basta amar os filhos para ser bom pai, nem querer o bem deles apenas. Amar, não dispensa ninguém de ser inteligente. Querer fazer o bem não dispensa ninguém de ser inteligente. É preciso saber agir na busca de realizar o bem.

A escolha precisa ser ordenada pela prudência nesse caminho que conduz ao fim desejando o bem. A prudência é aquela virtude que governa a ação. Por ela encontramos a necessidade de conhecer a situação sem meias verdades, sem medo de nos depararmos com a realidade de cada coisa, julgar as coisas, pôr no papel os prós e os contras, ter senso crítico e depois agir a partir da realidade.

O homem prudente é atento não só àquilo que acontece, mas àquilo que pode acontecer, o que na arte de fazer boas escolhas significa tanto prever como prover.

Não se pode viver somente do instante, do entusiasmo. O real impõe sua lei e seus obstáculos, por isso há a necessidade de refletir sobre a ação, considerando todas as coisas. É preciso levar tudo em conta: o que pode dar certo e o que não pode dar certo; o que é cabível e o que não é. Sonhos e idealizações são fundamentais na vida de um homem – eu diria até que são vitais -, mas não se pode viver só de sonhos e idealizações, agindo a partir deles.

O melhor caminho para realizar as coisas, sobretudo as excepcionais, é o da prudência. É claro que nessa jornada que é a vida, existem riscos que devemos correr, perigos que devemos enfrentar, e ainda assim afirmo: é preciso prudência! É a partir dela que decidimos em meio ao risco, e que somos encorajados diante de um perigo.

Eu quis partilhar um pouco com você sobre essa ruminação, que é fruto de uma experiência, para refletirmos juntos, buscando fazer uso dessa virtude, nos momentos em que a vida nos exigir escolhas.
Lembrando que todos nós somos passíveis de erro, e Deus que bem sabendo disso não se deixa vencer em misericórdia. Ele é o autor da prudência!

Com orações,

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