O Brilho da Castidade

‘É melhor o paciente que o valente; quem domina a si mesmo vale mais que o conquistador de cidades.’ (Prov 16,32)

Estou casado há trinta anos e, se nesses trinta anos eu fui, e sou, fiel à minha esposa com a graça de Deus, é porque, durante a minha juventude, fiz o exercício da castidade. Não foi fácil; tive de rezar muito, chorar muito, confessar muitas vezes. Padre Jonas era meu confessor e da minha namorada, que hoje é minha esposa e, conheceu minha luta, uma luta de glória.

Aos catorze anos, um padre salesiano me deu um livro chamado ‘O Brilho da Castidade’. O autor abordava o tema com muito entusiasmo, mostrava o valor da castidade com muita competência e dizia que, se tivesse de dar uma medalha de ouro para um jovem, que venceu com a castidade, ou para outro que ganhou uma grande batalha, ele preferiria dar para o que vencera na castidade. Ao ler aquele trecho eu disse: ‘Quero essa medalha! Se vencer na castidade vale mais do que ganhar uma batalha, eu quero ganhar essa medalha de ouro’. E ganhei a medalha, com a graça de Deus.

Solteiros e casados são convidados a viver a castidade, não tendo vida sexual ativa antes do matrimônio, nem fora dele, respectivamente.

Apresento dez razões para que você queira viver a castidade:

1- Para fazer a vontade de Deus;
2- Para não pecar e, por isso ser feliz;
3- Para não haver na sua vida uma gravidez indesejada. Você não será mãe e nem pai antes da hora; não terá vergonha dos seus pais;
4- Porque não haverá doenças venéreas em sua vida. Você nunca transmitirá para seus filhos uma doença contraída por via sexual. Nunca vai passar AIDS ou sífilis para eles;
5- Porque você dará um exemplo muito importante para o mundo. Aqueles que criticam a castidade o fazem, porque não conseguem vivê-la. Santo Agostinho dizia que, aquele que não consegue viver a virtude, critica os que a vivem, exatamente porque não conseguem vivê-la;
6- Porque vivendo a castidade irá canalizar suas energias para o seu desenvolvimento, seu trabalho, seus estudos, seu apostolado. A castidade faz o jovem ser canalizado no seu ser;
7- Para respeitar a pessoa do outro. Você não é dono do corpo da sua namorada, assim como sua namorada não é dona do seu corpo. Apenas o corpo de sua esposa lhe pertence, embora isso não signifique que você possa fazer do corpo dela o que quiser.
Como cônjuges, vocês têm direito à vida sexual, porque, pela união diante de Deus, tornaram-se uma só carne;
8- Para não haver aborto em sua vida;
9- Porque você construirá uma família forte e santa;
10- Porque você aprenderá o domínio da vontade e o autocontrole. Muitos casais se separam por causa da infidelidade um do outro, das traições. Por que homens se dobram diante de mulheres mais jovens, mais bonitas do que a deles? Por que as mulheres se encantam com rapazes mais novos? Por que o ser humano tem cedido aos impulsos carnais? Porque não aprendeu a treinar a própria vida, a própria vontade, a de se dominar, a de ter autocontrole.

É na vida de solteiro que se faz o exercício da castidade e, se treina o domínio de si mesmo. Talvez seja fácil construir uma cidade, porém é muito mais difícil dominar-se a si mesmo. O jovem que faz o exercício da castidade exercita o autocontrole. Será um pai e um esposo fiel à sua esposa. Acredite nisso!

Livro ‘A Cura da Nossa Afetividade e Sexualidade’ – Editora Canção Nova


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

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