O amor que transborda

É de suma importância assumir uma posição ativa uns pelos outros na oração e na intercessão, para que experimentemos a vitória de Jesus na vida de toda a Igreja. Jesus já nos garantiu a vitória:

“No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b). Não é qualquer pessoa que fez a promessa, ela vem de Jesus, Javé Salva!

Cada situação que vivemos é um exercício de fé e coragem a ser superado. Com cada sentimento e pensamento, gesto e relacionamento, precisamos dar a vitória ao amor de Deus, porque o nosso amor é muito limitado, desiste com facilidade e por nada machuca.

Amar é ato de vontade. Precisamos consagrar a Jesus a nossa vontade.

Santo Agostinho dizia: “Aquele que ama não sente o sofrimento, ou se o sente, o ama!” Precisamos querer amar, independentemente de os outros nos amarem. Precisamos nos comprometer com o amor, para que ele cresça e transborde em nós com gestos fraternos, em oferenda espontânea de serviço e doação.

Observo que, quanto mais amo a Deus, mais me comprometo com as Suas obras e com meus irmãos. Essa é a fonte da plena alegria! O amor é compromisso. É a grande riqueza que Deus nos dá para vencermos na vida. É um talento inesgotável.

“O Senhor chamou dez dos seus servos, distribuiu entre eles dez moedas de grande valor” (cf. Lc 19, 13).

Essa moeda é o amor, nossa grande riqueza. À medida que a fazemos crescer, ela torna-se compromisso de vida e gera vida. “No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo.”

Jesus venceu o mundo, amando. A maneira de vencer todas as fraquezas humanas é lutar, impregnados do amor de Deus. O amor é o grande talento que Deus espera que multipliquemos. O amor de Deus precisa ser colocado para fora a cada momento, a cada dia, com cada pessoa diferente, pois cada um é único diante de Deus.

O amor é como um poço de água, cresce na medida em que transborda. Comece a exercitá-lo no dia-a-dia! Amemos nas pequenas coisas! Um sorriso, por exemplo, não faz tão bem a tanta gente? Uma rosa, um cartão, uma palavra, um ato de acolhimento até mesmo quando o nosso desejo seria de ignorar e se encolher; uma palavra oportuna, uma visita, a partilha de bens…

Meu Deus, quantas maneiras de multiplicar a Sua divina caridade! Como é bom pensar que basta um pouco de generosidade e disposição para fazer desta vida um eterno encontro com o Céu. O amor transformado em atos de generosidade, todos os dias, é o que sustenta a nossa vida e nos dá maturidade na fé.

Depois que experimentamos o amor de Deus e olhamos para o nosso passado e o nosso presente, podemos reconhecer o quanto somos amados e o quanto fomos curados para amar.

Gestos concretos de amor, de gratuidade para com as pessoas são um remédio para a nossa cura. Não esperemos sentir amor para amar, amemos e isso basta.

É eficaz o nosso sorriso, ele tem um efeito milagroso! O Espírito Santo nos garante o efeito da alegria expressada de maneira tão simples no sorriso. Cultivemos um semblante alegre, porque:

“A alegria do Senhor será a vossa força!” (Ne 8,10b)

Do livro: “Sofrer sem nunca deixar de amar”

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