Maria, madrinha do PHN!

Se analisarmos profundamente a história da nossa salvação, poderemos constatar facilmente a importância de nossa mãe Maria como um foco fundamental do plano de salvação de Deus para com os seus filhos, que somos nós.

Naquele tempo, há mais de dois mil anos, o sim de Maria (Lucas 1,38) que ecoa até os dias de hoje em nossas vidas foi, sem dúvida, um grande ato de coragem e de renúncia de suas próprias vontades, de seus próprios planos.

Será que imaginamos o tamanho da responsabilidade de Nossa Senhora naquela época?
Hoje em dia, quando ficamos sabendo que uma moça solteira ficou grávida, a “fofoca” se espalha como um rastro de pólvora. A garota que, na maioria das vezes, possui um namorado enfrenta uma “barra” e sofre muito, envergonha-se, é caluniada, coisas que só quem enfrenta isso poderia nos explicar a dor de assumir a conseqüência de algo inesperado, como a vinda prematura de um bebê, num estado de vida impróprio que é o estado de solteiro.

As mulheres, analisem comigo… Se nos dias de hoje, onde o mundo nos propõe uma vida muito liberal, um anjo chegasse até você, mulher, e fizesse o “anúncio” de que esperaria um filho, sem Ter tido relações sexuais e que este filho era obra do Espírito Santo, qual seria a sua reação? Muitas responderiam que ficariam felizes com a confiança de Deus, mas pare para pensar nas conseqüências do seu SIM. O que as más línguas falariam de você, sabendo e conhecendo a sua situação de ser uma moça de família, uma pessoa religiosa?

Agora os homens… Se você ficasse sabendo que sua namorada estivesse grávida e que não seria seu, pois você não tinha mantido relações com sua companheira, como você reagiria? Será que nós, hoje, estaríamos preparados para assumir um papel como o de José? E não se esqueçam que hoje é tudo muito diferente, o mundo aceita muitas coisas…

Será que nós, hoje, teríamos coragem de renunciar a tudo e a todos? A todos os nosso sonhos de um futuro, aos sonhos de casar-se, ter filhos… Por amor a Deus, assim como Maria e José? Pois é, imaginem o quanto foi importante o sim de Maria e o que ele expressa para nós hoje.

Voltando no tempo… Maria renunciou sua própria vida por amor a Deus. Antes de Jesus dar a própria vida por amor aos seus, que somos nós, Maria também se doou inteiramente por amor a uma geração inteira que seria salva através do seu ventre.

Maria certamente tinha planos para si e para José, mas não revidou quando Deus chamou-a e lhe deu este presente. Um presente que para nós é dobrado, triplicado… Pois tem a renúncia de várias vidas: Jesus, Maria e José…

Vejam que quando Maria disse seu sim para as coisas de Deus, assumiu para si o seu PHN, negando diariamente com a própria vida, a todas as suas vontades, sonhos, desejos e ideais. E isso foi só o começo… Quantas perseguições, quanto sofrimento não é verdade? Mas quantas graças também.

Maria é o exemplo ideal de que assumir o PHN para nossas vidas, renunciar ao nosso próprio corpo, à nossa própria vontade diariamente, faz-nos mais santos e faz Jesus chegar mais perto de nós. Faz Jesus nascer no nosso coração como em seu ventre, desenvolvendo-se, sendo gerado lentamente e crescendo dentro de nós, alimentados pelo nosso amor, pela nossa fé e pela nossa luta contra o pecado.

Se nos colocarmos fiéis aos planos de Deus para cada um de nós, teremos força e coragem para enfrentar o “dragão” nos dias de tempestades e de trevas em nossas vidas, assim como nos apresenta a Sagrada Escritura, Maria enfrentando e vencendo o dragão, que são as obras más e o próprio satanás (Apocalipse 12).

E se achamos que não temos forças para vencer e proclamar sobre o nosso corpo, o PHN, busquemos em Maria uma mão amiga, busquemos pela intercessão da Mãe a força para proclamar que somos templos vivos do Espírito Santo, assim como nos alerta São Paulo apóstolo, no livro de I Coríntios 19s. Assim, como Maria venceu e vence o inimigo de Deus até os dias de hoje e esmagará a cabeça da serpente, teremos nos também, forças para nos distanciar do pecado e de Satanás.

Maria hoje está no Céu, ao lado de Seu Filho Jesus, intercedendo pelo nosso PHN. De lá Ela nos atrai, constantemente, como um ima, cheio de vida, guiando-nos a uma vida de santidade. Abraçando a vontade de Deus, como Maria, seremos também chamados à Glória do Céu.

Vamos pedir a intercessão da Mãe, madrinha e progenitora do PHN, para que deixemos transparecer em nossas vidas os sinais do Reino de Deus e forças para proclamar sempre sobre nosso corpo ‘‘POR HOJE NÃO, POR HOJE NÃO VOU MAIS PECAR!’’.

Redação: André Simão
E-mail: simao@fai.com.br

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