Mãe da Divina Misericórdia

Comecei uma novena a Nossa Senhora. Essa Novena consistia em rezar nove vezes: “Salve Rainha(…)”. No final da Novena, vi a Mãe de Deus com o Menino Jesus nos braços… Eu estava ocupada em conversar com o Menino Jesus, que desceu dos braços de Nossa Senhora e aproximou-se de mim. Não me cansava de admirar Sua beleza. Ouvi depois, algumas palavras que Nossa Senhora lhe dizia, mas não ouvi tudo, e são as seguintes: “Não sou apenas a Rainha do Céu, mas também a Mãe de Misericórdia e tua Mãe”. (D. 330)

”Não sou apenas a Rainha do Céu, mas também a Mãe de Misericórdia e tua Mãe”.

Estas palavras de Maria nos colocam imediatamente diante da cruz, como nos diz o Evangelho: ”Perto da Cruz de Jesus, estavam sua Mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena. E Jesus, vendo sua mãe e perto dela o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher eis aí teu filho!” Em seguida, disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe!” E desde aquela hora o discípulo a recebeu aos seus cuidados”(Jo 19,25-27).

São Vicente Pallotti, fundador dos Padres Palotinos ao comentar esta passagem deixou escrito: “Nosso Senhor Jesus Cristo entregou-nos Sua mãe, para que fosse nossa mãe. Quando Jesus disse a João: “Eis aí tua mãe!”, fez-nos filhos de Sua Mãe Santíssima”.

Jesus fez-nos filhos de sua Mãe Santíssima. Ali, aos pés da Cruz vemos uma mãe que nunca abandonou Seu filho. Desde o seu nascimento em Belém, até o sacrifício no Calvário, Maria acompanhou sempre a Jesus como mãe. Ela estava unida a ele pelo sofrimento, mas apesar do sofrimento do seu coração de Mãe, ela sabia que esse sofrimento tinha um sentido: o de esmagar a cabeça da serpente que no Paraíso seduziu e levou nossos pais a pecar, a se revoltar contra Deus. Agora, Jesus com o seu sacrifício reconcilia toda a humanidade com Deus.

Maria é a pessoa que experimentou a Misericórdia e assim, de forma particular, tornou próximo dos homens aquele amor que o Filho tinha vindo revelar; o amor que se manifesta concretamente para com os que sofrem…, os pecadores (DM 59.61).

Maria torna presente na nossa vida, aquela solicitude que ela demonstrou pelo seu Filho Jesus. Ali, mesmo sofrendo ela estava de pé, junto da Cruz procurando com a sua presença sofrida e silenciosa menos duro, os últimos momentos de Jesus nesta terra. Assim como ela acompanhou Jesus, hoje como minha mãe, ela me acompanha em todos os momentos da minha vida. Por isto, uma profunda gratidão deve encher o nosso coração para com Jesus Cristo, que nos deu como herança na cruz a Sua própria mãe.

Podemos nós, no lugar de Jesus, ser filhos de Maria: o discípulo está no lugar do seu mestre. E Jesus quer isto: que levemos Maria para nossa casa e para o nosso coração. Que saibamos colocar Maria no centro da nossa vida. Esta é uma verdade. Assim como ela estava aos pés da cruz de Jesus, também nos momentos em que eu estou sofrendo, nos meus momentos de dor, ou de alguém da minha família está sofrendo, eu posso ter esta certeza: Maria está ao meu lado. Assim como uma mãe que se esmera e até perde noites de sono para permanecer à cabeceira da cama do filho adoentado, e passa a noite cuidando do filho, até que ele fique totalmente curado, e isso, não apenas um dia, mas dois, três, quantos for necessário, Maria permanece ao lado.

Tenha a certeza, Maria, levou a sério, a ordem de Jesus: E ela nos assumiu como filhos, ela me assumiu como filho, com todas as prerrogativas de mãe. Agora, é preciso que eu e você, assumamos isto, levemos Maria para nossa e a tornemos Senhora da nossa vida, Senhora dos nossos problemas, Senhora dos nossos filhos. Que deixemos que ela console os nossos filhos e a nós.

Todos sabemos que não existe nada melhor no mundo que colo de mãe. Eis que Maria está disposta a nos oferecer o seu colo, para chorarmos as nossa mágoas e tristezas. Ela nos oferece os seus ouvidos e o seu tempo para ouvir os nossos desabafos. Ela nos oferece suas palavras, seus conselhos para que ao seguí-los possamos verdadeiramente experimentar sua proteção visível.
Concluindo este artigo, conto para você a experiência vivida por Santa Faustina com Nossa Senhora. Ela tendo recebido a ordem de Jesus para ir a Varsóvia onde devia entrar no Convento conta:

Só com a roupa que tinha no corpo, sem mais nada vim para Varsóvia.Quando desci do trem, implorei à Nossa Senhora: “Maria! Conduzi-me, guiai-me.” Imediatamente ouvi dentro de mim uma voz que me dizia que saísse da cidade e fosse a determinada aldeia, onde poderia passar a noite em segurança. Foi o que fiz e encontrei tudo como Nossa Senhora me havia dito”. (D.10-11)

Diga todos os dias diante de problemas que precisam ser resolvidos: “Maria! Conduzi-me, guiai-me!”, e ela te ajudará. Diante de sofrimentos cuja dor te pareça insuportável: “Maria! Consolai-me, fortalecei-me!”. E ela te consolará. Como uma mãe jamais abandona o filho, Maria jamais te abandonará.

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