Faça a coisa certa

A nossa vida é feita de escolhas. Em todos os momentos do nosso dia, estamos a escolher entre uma coisa ou outra. Escolhemos entre acordar e ficar mais um pouco na cama; entre tomar café, com ou sem leite, ou simplesmente não tomá-lo; entre ir a pé, de ônibus ou de carro para o trabalho… Enfim, diariamente estamos fazendo escolhas tão corriqueiras, que nem nos damos conta.

Cada escolha que fazemos, tem o poder de interferir mais, ou menos na nossa vida, até as mais corriqueiras. Por exemplo, você pode escolher ir de ônibus ao trabalho em vez de ir a pé. Isso o faz chegar mais rápido. Todavia, se você tiver uma vida muito sedentária, caminhar, certamente fará bem à sua saúde. Ir de ônibus é menos confortável, porém mais barato. Ir de carro é mais confortável. Porém, o custo é muito mais caro.

Quando tomamos uma decisão, embora não percebamos, colocamos nela os nossos desejos, nossas tendências, nossas concupiscências, nossos limites, nossas virtudes, nossos vícios… Enfim, nossas decisões revelam quem de fato somos!

O pior é que, quando colocamos o nosso “eu” no foco das nossas decisões, dificilmente acertamos. Quando escolhemos beneficiar o nosso “eu”, existe uma probabilidade muito grande de estarmos entrando num poço sem fim. Porque o fruto de uma escolha errada é o sofrimento!

Veja se não estou certo: Quando uma moça ou um rapaz, escolhe o futuro cônjuge baseado unicamente em atributos físicos, ou pelo status social, ou pelo dinheiro que ele (ou ela) possui, provavelmente essa pessoa terá um casamento infeliz, que poderá terminar em uma traição ou em um divórcio. O mesmo acontece quando o namoro é baseado em festas e fins de semana de agito, sem diálogo, sem conhecimento.

Quando um jovem escolhe a vida sexual antes do casamento de maneira irresponsável, qual o fruto dessa escolha? Provavelmente um filho indesejado e, para muitos, a AIDS.

Quando um pai de família escolhe deixar a esposa para se aventurar com uma moça mais nova, qual a conseqüência dessa escolha? Uma esposa machucada, filhos decepcionados e, certamente, esse próprio pai lá na frente, frustrado, desejoso de voltar para a família, porém sem o acolhimento dos filhos e da própria esposa.

E quando alguém escolhe o caminho do prazer sem limites, da droga, do vício, quais os frutos que essa pessoa colherá? Tenho visto ao longo desse tempo, muitos jovens desejosos em sair do vício, sofrendo muito para se libertar e mesmo aqueles que persistem nessa vida, são pessoas sem brilho, sem vida, sem perspectiva.

Veja, não estou aqui recriminando ninguém, nem apontando os pecados de ninguém. Só estou mostrando a você que lê esse texto, qual a conseqüência de uma escolha errada, para que nas próximas decisões que você tiver de tomar na sua vida, você possa fazer escolhas mais corretas.

Certa vez, ouvi de um padre amigo meu, algo que mexeu muito comigo e até hoje, é um norte para mim. Para tomar decisões acertadas, você precisa colocar seus sentimentos abaixo da razão, pois não se decide nada com base em sentimentos. Depois, coloque a razão abaixo da Palavra de Deus, pois a ela é vida. Por fim, ponha a Palavra abaixo da voz do Espírito, pois Ele guia os nossos passos.

Nada se decide sem Deus. Você pode até resolver sua vida sem Deus, porque, se Ele lhe deu o livre arbítrio, quem sou eu para obrigá-lo? Porém, na minha terra há um ditado que diz assim: “Cachorro mordido por cobra, tem medo até de lingüiça!”

Se você já fez escolhas erradas na vida, sabe do que eu estou falando. Se você já sofreu tanto na vida e hoje tem medo de fazer novas escolhas, você também sabe o que estou dizendo. Ninguém quer errar novamente. Eu não quero errar e, sei que você também não. Portanto, tomemos como base o que o Senhor nos ensina e seremos felizes. Ele é o caminho a verdade e a vida!

Mesmo que as escolhas que Jesus indique sejam aparentemente sofridas, em nada se comparam aos sofrimentos que você teria, se seguisse o caminho do seu próprio sentimento. Por exemplo: Você ama um rapaz que quer fazer sexo com você antes do casamento. Jesus o indica: “Diga não, mesmo que Ele a abandone”. Se você tiver que acabar esse namoro para fazer o que Jesus e sua Igreja indicam, mesmo sofrendo, você sofrerá menos do que entregando-se a esse rapaz. Lá na frente, ele pode te deixar, ou você pode engravidar… entende o que eu digo?

Esteja atento(a) às suas decisões. Coloque sempre Jesus e Seus ensinamentos no meio das suas decisões. Agindo assim, você nunca errará!

Até a próxima!

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