Deus é bem simples...

Acredito na simplicidade de Deus sem diminuir em nada sua grandeza e majestade. Gosto quando a Ziza canta: “Deus é bem simples, é amigo certo, Deus é bem simples, consolo sempre perto…” É assim que imagino Deus, amigo certo, consolo sempre perto!

Simplicidade, ao meu ver, está entre as pequenas virtudes, porém grandes por sua eficácia. São Francisco de Sales certa vez, referindo-se às pequenas virtudes disse:

“Como deveríamos apreciar as pequenas virtudes que desabrocham aos pés da Cruz, pois são regadas pelo sangue do Filho de Deus!”

E quando lhe perguntaram quais são estas virtudes, ele respondeu prontamente: “A humildade, a paciência, a caridade, a bondade, o saber suportar o próximo, a tolerância, a mansidão do coração, a docilidade, a cordialidade, a compaixão, o saber perdoar as faltas de atenção, a simplicidade, a sinceridade e outras virtudes semelhantes a estas. Tais virtudes são como as violetas, crescem no frescor da sombra, alimentam-se do orvalho, e, mesmo sendo tão pouco vistosas, espalham o mais suave perfume em torno de si!”

Às vezes, observo como nós seres humanos, em geral, costumamos complicar as coisas. Deus fez tudo tão simples, tão harmonioso! É só observar a natureza; o nascer e o pôr-do-sol, a chuva, as plantas, as flores, os animais, o ciclo da vida em geral. São detalhes, podemos dizer, até simples aos nossos olhos, porém fundamentais para a nossa existência.

Deus, além de simples, é discreto. Pe Léo bem lembra isto no livro “Experienciar Milagres”. Deus não busca platéia para realizar seus feitos, faz tudo com harmonia, simplicidade e discrição. Acredito que o silêncio e a simplicidade andam de mãos dadas, almejo estas virtudes!

É claro que as circunstâncias é que determinam em cada caso quando devemos calar ou falar, mas estes dias fiquei inquieta com um provérbio rabino que li: “ Falar vale uma moeda de prata, calar vale duas!”

São Francisco de Sales dizia ainda que a diferença neste e em todos os casos, está na caridade: “Um silêncio é sempre melhor que uma verdade sem amor. Pois o amor não procura suas vantagens, mas apenas a honra de Deus.”

Mas li também que não devo calar pois se fizer isto, “As pedras falarão por mim…”
O desafio como sempre está em acharmos o equilíbrio. Que o Senhor nos ensine a agir com simplicidade e ternura, fazendo bom uso dos meios que Ele mesmo nos deu.


Dijanira Silva

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora do livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar” pela Editora Canção Nova.

 

 

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