A felicidade se escondeu?

Felicidade – uma realidade oculta para muitos corações do nosso século. Fizemos uma ligação tal entre felicidade e vida cômoda com bens materiais, fartura, que conseguir ser feliz é quase uma missão impossível.

Já perdemos a disponibilidade de nos levantar para ajudar o outro, afinal, executamos quase todos nossos deveres na frente de um computador e com inúmeros controles remotos, que nos ensinaram que não é preciso levantar-se para ir ao encontro do outro.

Perdemos nossos grandes valores. Não que a evolução e a tecnologia sejam ruins, ao contrário, são boas, mas se usadas com prudência, sem deixarmos de esquecer os valores humanos.

Somos donos da inteligência tecnológica e não o contrário; da mesma forma, nossa felicidade não está condicionada a ter ou possuir muitas coisas. Precisamos aprender novamente que para ser felizes é preciso dar mais do que receber.

Um fato publicado pela Agência de Notícias Zenit (11/01/06) deu-nos um grande exemplo disso ao relatar-nos que padre Victor Hernández, missionário no Brasil, no Estado de São Paulo, afirmou que embora nas aldeias onde atua a realidade seja muito pobre, estas comunidades viveram os dias festivos de Natal intensamente e com muita alegria.

Não são os bens que trazem felicidade, mas o partilhar o que temos: nossas vidas, talentos, dons. A felicidade não está presa às condições de classe social – ela é livre. Foi o que esta comunidade experimentou. E por que foi feliz? Porque soube ver além do estético e dos padrões impostos pela sociedade, sendo livre para optar, e escolheu ser feliz.

São Francisco de Assis nos ensinou uma grande lição para a felicidade: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais, consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado, pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Eis o caminho para a felicidade!

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