impulsos

Vale a pena deixarmos nossas reações determinarem nossas ações?

Será que nossas reações são sempre positivas?

Sabemos que reação é uma resposta a uma determinada ação que sofremos. Por exemplo: tempos em nosso organismo o chamado sistema imunológico, que reage aos corpos estranhos que o prejudicam, a fim de eliminá-los. São proteções naturais que possuímos, com o objetivo de nos manter saudáveis. Da mesma forma, quando sofremos alguma ofensa ou agressão, rapidamente reagimos, procurando nos defender. Aí surge um questionamento: será que nossas reações são realmente positivas?

Vale a pena deixarmos nossas reações determinarem nossas ações?

Foto ilustrativa: SonerCdem / by Getty Images

Certo dia, ouvi uma história que me fez refletir sobre minhas próprias reações e descobri algo muito rico que quero partilhar com você: “Conta-se que um jovem cristão desenvolveu o hábito de comprar jornais todas as manhãs na mesma banca. Porém, sempre que se dirigia ao jornaleiro, era recebido com grosserias e arrogância. Contudo, ele não se deixava levar por tal atitude e sempre saia da banca agradecendo ao jornaleiro. Certa manhã, esse jovem recebeu em sua casa a visita de um irmão seu, então o convidou para ir com ele à padaria comprar pães. E ele aceitou. Na volta, passaram na banca de jornais, e, como sempre, o jovem disse ‘bom dia’ ao jornaleiro, que novamente foi rude. Como de costume, ele saiu da banca agradecendo ao jornaleiro.

Indignado, o seu irmão lhe perguntou por que não havia devolvido a agressão, visto que o jornaleiro tinha sido tão grosseiro. O jovem sorriu e respondeu: “Eu sei que a atitude do jornaleiro não é das melhores, mas não permito que a atitude grosseira dele determine minha reação. Eu prefiro agradecer e sair tranquilo e em paz da banca de jornais”.

A força do amor

Ser livre implica não nos deixarmos conduzir pelos impulsos, mas ter domínio sobre eles. Quando somos determinados pelas reações, escravizamo-nos. Isso nos mostra muito claramente a atitude que nós cristãos precisamos ter diante de certas situações, lembrando os ensinamentos de Jesus: ‘quando alguém lhe bater na face direita, ofereça-lhe também a outra’ (Mateus 5, 39).

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Não é fácil termos atitudes como essa que o jovem teve, mas acredite, se realmente queremos mudar o mundo à nossa volta, precisamos aceitar o desfio de Jesus. Procure em sua vida ter atitudes concretas de amor e misericórdia. Com certeza, você vai perceber que sua vida será melhor. O mundo ainda não conheceu a força do amor. Precisamos mostrar a ele.

Padre Clóvis, missionário da Comunidade Canção Nova

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