Qualidade do ato conjugal

No relacionamento íntimo do casal, tão ou mais importante que o ato sexual é a qualidade. Deve ser realizado não como algo mecânico, meramente impulsivo e resultante do instinto, mas como uma entrega mútua de amor entre marido e mulher. Para que seja tal, carece de uma preparação remota, de expressões de respeito e carinho caracteristicamente humanos, sem igual no acasalamento entre espécies animais.

Alguém já comparou a sexualidade masculina ao fogão a gás e a sexualidade feminina a um fogão a lenha. Descontadas as diferenças da comparação, a realidade é que em questão de minutos o homem passa da excitação física à ereção do pênis, à penetração e ao orgasmo. A esposa necessita de mais tempo e de ternura para atingir o clilmax do ato sexual. Somente neste caso a intimidade sexual lhe trará o prazer que é direito seu e vontade de Deus que o acompanhe.

Acontece frequentemente, o fato de somente o marido atingir o prazer ou orgasmo. Esse clímax da união carnal resulta, no homem, de sua excitação, da ereção e penetração do pênis na vagina da mulher. A menos que seja presidido em seus vários momentos, por manifestações de amor, delicadezas e carinho, o ato conjugal será mais sacrifício e uma humilhação que um momento prazeroso para a esposa, o que é direito seu, uma espécie de compensação, tanto por sua entrega ao marido, quanto pelo ônus de uma possível gestação que sempre acaba pesando mais sobre sua pessoa.

Para que isso aconteça, a natureza do homem e da mulher deve seguir o seu curso. Tudo que seja artificial, como o uso de preservativos masculino ou feminino, do condon ou coito interrompido, além de ser antinatural, impede de todo ou diminuem, indevidamente, o prazer no momento da ejaculação e da união física do casal.

Seguindo a intimidade do casal o seu curso natural, ao jogo amoroso preliminar e ao prazer do ato sexual seguem momentos de uma tranqüila paz e felicidade interior de ambos, marido e mulher. Problemas como a disfunção erétil e do desprazer da esposa aconselham uma consulta a um bom sexólogo e ao ginecologista, no caso da mulher.
Sendo o problema de ambos mais físico que psicológico, não será difícil a superação de que impeça a plenitude do prazer na honesta conjunção carnal do homem e da mulher.
Um bom relacionamento sexual do marido e da esposa será mais um motivo felicitante da vida do casal. Deus o quer!

A abstinência sexual é o mínimo de respeito pela pessoa da esposa, além da fidelidade do marido em casos de enfermidade da mulher, no fim da gestação de mais um filho e durante o dia de resguardo após o parto. São dias em que não se justificam nem a masturbação de um ou de ambos e, muito menos, a procura de uma parceira, mulher da vida ou amante. Volto a lembrar a sábia palavra do apóstolo Paulo: “Mas essas pessoas terão tribulações na carne; eu vo-las desejaria poupar” (1 Cor 7,28)

Artigo extraído do livro O casal humano na Sagrada Escrtitura

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