Maternidade

A influência da mãe na vida dos filhos é eterna

A influência da mãe é como o fermento na massa

Os filhos são o dom mais magnífico do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos próprios pais. A maternidade é a vocação original da mulher, um chamado de Deus que algumas escutam, outras não.

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A maternidade traz obrigações, pois a influência de uma mãe na mente e no coração dos filhos é muito grande, seja para o bem ou para o mal, e repercutirá nos relacionamentos  destes pelo resto da vida. Autoridade emocional bem trabalhada gera crianças seguras e amadas. Já crianças que não têm laços afetivos bem trabalhados têm tendência a comportamentos destrutivos e infratores na tentativa de reorganizar o caos interior.

Formação da autoimagem positiva

Junto com o cuidado físico ocorre a transmissão de hábitos e valores e também formas de ver o mundo, incluindo conceitos e preconceitos. O relacionamento íntimo entre mãe e filho ajuda na formação da autoimagem positiva, que o acompanhará na vida conjugal, profissional e social. A falta desse relacionamento também impacta a vida de seus rebentos, gerando uma autoestima baixa, com comportamentos de prepotência ou submissão diante de outras pessoas.

Normalmente, as crianças são mais impactadas pelas atitudes maternas do que paternas, devido ao tempo que ficam com a mãe, também porque elas são responsáveis pela disciplina e pela função de moldar comportamentos determinantes na vida adulta dos filhos. A influência de uma mãe é como o fermento na massa, estende-se para toda a sua posteridade, pois esses filhos acabam repassando para os filhos deles o que aprenderam no seu lar.

Conflitos e os traumas não trabalhados têm gerado legados ruins

Hoje em dia, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, temos visto mães sobrecarregadas com jornadas cansativas, famílias destruídas, problemas com filhos sofridos e desajustados. Eles anseiam dedicação exclusiva. Por um lado, as mulheres têm sentimento de culpa; por outro, os filhos se sentem negligenciados ou cuidados de uma forma inadequada. Por falta de tempo ou cansaço, as mães abusam de práticas negativas (excesso de presentes, gritos etc.) no lugar de práticas construtivas (elogios, acompanhamento escolar , amizades etc.). Os conflitos e os traumas não trabalhados têm gerado legados ruins na educação dos filhos, e essa herança acompanhará as gerações, porque os laços afetivos entre mães e filhos são fundamentais para a construção de um caráter saudável e comportamentos emocionais e sociais adequados.

Autoridade emocional e espiritual

A mãe não pode se esquecer de que, além da sua autoridade emocional, existe a espiritual, uma “arma” que deve ser usada a favor dos filhos, pois Deus, que ordenou todas as coisas, concedeu aos pais influência sobre sua prole, portanto, pai e mãe podem, conscientes ou inconscientemente, abençoar ou amaldiçoar a vida atual e futura de seus filhos, pois a fonte da autoridade não está na pessoa, mas na função parental.

Crianças sem limite tem consequências desastrosas

Nesta reflexão, podemos constatar que as pessoas possuem várias diferenças entre si, seja na condição social, escolar, profissional e outras, mas têm em comum o fato de que o amor ou a rejeição na infância impactam a personalidade delas. Portanto, devemos amar na medida certa, pois criança que não têm limite também sofre consequências desastrosas.

Pais, é possível amar e corrigir sem culpa. Inevitavelmente, os filhos passarão por frustrações que a vida lhes proporcionará. Entender e trabalhar as limitações e as impossibilidades é um grande passo para prepará-los para situações de difícil aceitação; isso faz parte do ciclo de amadurecimento emocional tanto da mãe quanto do filho.

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Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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