A livre escolha de amar

As atitudes do amor estão inclusas na liberdade do homem

“Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados” (I Jo 4,10).

Essa citação, conhecida pelos cristãos, é, na verdade, sustento para nossa fé, na qual Cristo, enviado por Deus Pai, veio e deu-se pela nossa salvação. Deus nos amou por primeiro, é Ele quem tem nos procurado de todas as formas possíveis, a fim de que em nós repouse o Seu amor.

Gabriel Antunes Ferreira (2)

Muitas vezes, os cristãos, mesmo diante de tantos sinais, ainda assim não são conhecedores do amor verdadeiro de Deus.

Tão natural quanto o sol que nasce, cristãos ou não, em algum momento vamos passar por decepções amorosas, ficaremos iludidos ou desiludidos sobre alguns aspectos; deitaremos em nossas camas e teremos nosso corpo desconcertado, doente. A probabilidade de alguém amar ou ter amado, sofrer e ter sofrido é grande e em certo ponto é correto, o problema é quando estacionamos no fato de não sermos amados ou não nos sentirmos amados por quem queríamos que agisse assim conosco.

Atitudes concretas do amor

As atitudes do amor estão inclusas na liberdade do homem, ou seja, é de livre escolha amar ou não. Mesmo que, em algum momento, sentimo-nos desprezados em relação a determinada pessoa, ela é livre para deixar de nos amar. Isso se torna um problema de fé quando um cristão deixa que o fato de não ser amado por alguém determine sua vida, seu futuro e condição atual. “Chorar ajuda no começo, mas depois é preciso tomar uma decisão.”

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Até quando viveremos na ilusão de um amor não correspondido ou de alguém que escolhe livremente não nos amar? Para aqueles que, em determinado momento, souberam enxergar e sentir a luz de Cristo em sua vida, uma desilusão amorosa, que se arrasta ao longo do tempo, nada mais é que uma ignorância de fé.

Amar é questão de decisão

Conhecemos o amor da cruz, da doação total, da flagelação. Sabemos qual é a fonte do amor, sabemos onde temos amor disponível o tempo todo. O amor das pessoas, com toda certeza, é importante para nós, inclusive é manifestação do amor de Deus em nós, mas amar é decisão, e alguns não sentirão assim em relação a nós.

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É como se alguém se decidisse em não nos doar laranjas para ajudar na confecção de um bolo. Laranjas são perfeitamente dispensáveis quando formos fazer um bolo de cenoura. Alguns amores são perfeitamente dispensáveis justamente por não nos levar a conhecer a luz de Cristo, o amor verdadeiro, realmente quem somos. Nesses casos, precisamos deixar que o amor de Deus substitua o vazio deixado por quem decidiu não nos amar.

Gabriel Antunes Ferreira
Montes Claros (MG)

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