Relacionamentos superficiais

“A superficialidade é o pântano no qual os homens afogaram o amor”. (Padre Pio)

É impressionante ver como nos dias de hoje existem muitas pessoas que têm medo de se aprofundar nos seus relacionamentos. Tudo é muito superficial: as conversas, o jeito de ser, a maneira de tratar as pessoas, os relacionamentos. Aparentemente tudo está bem, o sorriso permanece no rosto, problemas não existem, as pessoas que cruzam o caminho são convidadas a curtir, a aproveitar a vida, porque, afinal, “eu tenho que ser feliz”.

E tem mesmo!

Porém, não podemos usar esse discurso para esconder quem somos de verdade, com nossas virtudes e misérias, e com isso criar barreiras entres nós e o outro, criar máscaras para que nossas feridas não sejam tocadas, para que não sejamos corrigidos naquilo em que precisamos mudar.
Quando li essa frase de São Padre Pio (no início do texto) fiquei pensando a respeito disso.

Quem não cria laços profundos, quem não se dá a conhecer e não busca conhecer o outro, acaba correndo um grande risco de parar no meio do caminho, de não crescer, de estacionar. O relacionamento é fundamental para o crescimento humano, ninguém consegue viver sozinho. Todos precisamos uns dos outros.

Incomoda-me a forma superficial com que muitos se tratam em seus relacionamentos. Por vezes, apenas uma pessoa se dá a conhecer no relacionamento e a outra não. Em outros casos, nenhum dos dois se dá, ambos querem apenas uma relação de troca – “eu dou o que você precisa, você me dá o que eu preciso e pronto”. Matamos o que poderia se tornar amor profundo com raízes capazes de suportar qualquer prova.
Eliminamos a possibilidade de vivermos uma história de amor real, onde sofremos, nos alegramos e vencemos juntos; onde conhecemos o que de melhor e o que de pior o outro tem e nem por isso deixamos de amá-lo, porque amor não é sentimento. É compromisso.

“Amor não é a forma como eu me sinto em relação ao outro e sim a forma como eu me comporto em relação ao outro.” (“O Monge e o Executivo”- James C. Hunter)

Por causa da superficialidade de nossos relacionamentos, perdemos facilmente a chance de criar raízes e marcar a vida das pessoas, já que buscamos apenas coisas passageiras, nos esquecendo que no fim só permanecerá o amor.

E esse amor de que falo é um amor concreto, um amor de doação, que muitas vezes se dá até para alguém que não mereceria, mas se entrega porque sabe que é esse amor real e palpável é que o levará ao destino final: a pátria celeste.

O convite que faço a você hoje é que você repense seus relacionamentos e tenha a coragem de recomeçar. Não tenha medo de assumir suas verdades.
Se você descobriu que vive um relacionamento superficial com sua família, amigos, namorado, marido, filhos, etc, retome.
Nunca é tarde para recomeçar.
Deus não está preso ao tempo.
Para ele sempre é tempo, principalmente tempo de amar.

Não se deixe paralisar por seus medos. Amar é sempre um risco. Você corre o risco de amar e não ser amado, de dar e não receber, de ganhar e de perder, mas ainda assim vale a pena amar. O amor é a sua garantia da eternidade.

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