Insatisfação, frustração ou carência

Se pararmos diante dos noticiários veiculados pela TV, certamente iremos deparar com inúmeros acontecimentos tristes envolvendo a nossa juventude. Nesse momento, cabe aí um olhar de espanto, de medo, que apresenta uma visão deficiente acerca do entendimento para esclarecer procedimentos tão animalescos; ao mesmo tempo, irresponsáveis, imaturos, agressivos e preocupantes, considerando que os jovens de hoje serão os homens e mulheres de amanhã.

O que esperar dos nossos jovens? O que esperar de pais tão permissivos, despreparados para educar, frágeis diante da notícia desagradável de que perderam um filho por overdose; que perderam um filho por acidente automobilístico devido à embriaguez; que perderam um filho assassinado devido a acertos de conta de drogas? Que perderam um filho violentado sexualmente ou que simplesmente o perderam por conta da ausência, da falta de tempo, da falta de atenção, de forma que, ao não encontrar nada disso em casa, saiu à procura e foi encontrado pela morte prematura, que choca, entristece, questiona, causa até mesmo cobrança interior pelos pais: “Onde foi que eu errei? Por que isso foi acontecer logo com o meu filho?” E agora, Sr. José? E agora, Sr. Manuel? E agora, Dona Marta? E agora, pais e mães?

O momento requer reflexão, precisamos repensar o porquê de tantas vidas ceifadas prematuramente. É preciso, sim, buscar na família a causa e a solução para esse problema. A insatisfação, a frustração e a carência afetiva justificam, hoje, a grande busca dos jovens pelo prazer desenfreado, a ponto de, a bordo de um navio, esquecerem-se dos limites que regem a vida saudável de um ser humano e viverem o desequilíbrio através da prática do sexo, do consumo de bebidas e drogas, tudo para buscarem a falsa felicidade, o carinho que muitas vezes foi substituído por coisas, futilidades, vaidades. Com a idéia de que em alto-mar vale tudo, até mesmo se afogar na promiscuidade deixando que as insatisfações, frustrações e as carências sejam levadas pela correnteza dos “embalos” e das “orgias”. O que importa é experimentar outro, outra e mais outro e mais outra, sem maiores preocupações.

É o hoje vivido de forma errônea, que certamente apresentará os seus reflexos e consequências, seja através de uma morte prematura, seja através de uma doença sexualmente transmissível ou de outras doenças que o excesso de álcool e drogas causa à saúde humana, ou ainda de uma gravidez indesejada, de um aborto provocado pela pílula do dia seguinte e de mais sabor amargo na vida: a sensação de mais uma vez ter sido apenas usado (a). Até quando, atônitos, vamos assistir passivamente a tudo isso?

Mesmo que a nossa juventude esteja a bordo de navios que poderão levá-los e não mais trazê-los em terra firme, é preciso que nós pais ofereçamos a eles o equilíbrio próprio de quem está solidificado nos valores morais e cristãos. Sem essa formação, como que pisando em areia movediça, nossos filhos vão afundar no mar das ilusões, machucando-se, morrendo e matando a esperança de uma nova civilização.

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