Qual a espiritualidade que Roma oferece

Em Roma, é impossível não vivenciar a marcante presença dos seguidores de Cristo

Roma, “A Cidade Eterna” como foi atribuída pelos poetas escritores da Roma Antiga, é berço da civilização ocidental e caracterizada por sua história milenar que se manifesta através de grandes construções, conquistas e inúmeros personagens que deixaram seus nomes marcados na vida da humanidade. A Cidade de Roma guarda um grande acervo de ruínas antigas e dezenas de obras de artes ao céu aberto.

Qual a espiritualidade que Roma oferece
Fundada no ano 753 antes de Cristo pelos irmãos Remo e Rômulo, é considerada o “coração da Igreja Católica”, pois no centro da cidade está localizado o Estado do Vaticano e a sede Papal.

Vaticano é o nome de uma colina em que foi construído o Circo de Nero, local de martírio de muitos cristãos (inclusive de São Pedro, o primeiro Papa que foi crucificado de cabeça para baixo). Sobre a colina, no ano 326, o imperador Constantino construiu a primeira Basílica, exatamente onde os cristãos se reuniam para rezar, por se tratar do túmulo do Apóstolo.

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Assim, quando estamos em Roma, é impossível não se deparar com a marcante presença dos seguidores de Cristo! Por todos os lados encontramos monumentos e construções que permitem tocar na história do cristianismo.

Hoje, sendo um estado independente e sede de toda a Igreja, o Vaticano é visitado por milhares de pessoas todos os dias. Nessas visitas, muitos fatos passam despercebidos pelos visitantes, mas para os cristãos, ir à Basílica de São Pedro, por exemplo, não é apenas um passeio cultural, é se deparar com as origens da própria fé. É constatar que sobre a pedra que era Pedro, Cristo construiu sua igreja que prevalece até hoje e leva a palavra do Senhor a todas as nações.

Aqui não falamos de simples referências, mas de marcas deixadas por pessoas que tiveram a coragem de seguir até o fim por Jesus: homens e mulheres que tiveram contato com a verdade do evangelho. E a partir desta verdade, nortearam sua vida em busca da fidelidade ao seu Deus, mesmo que isso significasse a própria morte.

Coliseu e os primeiros cristãos

Se o Coliseu é conhecido e procurado por muitos turistas, por causa de sua beleza e arquitetura, o que muitos visitantes não sabem é que ali se encontram centenas de cristãos que um dia foram mortos por não negarem o Cristo. No século XVII, o então Papa Bento XIV consagrou o local à Paixão de Cristo e a partir de então, todos os anos, os Papas rezam a Via Sacra acompanhado por centenas de fiéis, recordando a coragem de muitos que deram a vida na certeza de terem recebido a salvação por meio do verdadeiro Salvador.

Nas Catacumbas de São Sebastião e São Calixto que representam um conjunto subterrâneo de corredores e abrigos utilizados para sepultamentos, milhares de cristãos foram enterrados e grande parte deles foram mortos pela perseguição. Existem marcas dos primeiros Cristãos através de escritos e desenhos que retratam como eles viviam, como celebravam e como se iniciaram as primeiras comunidades cristãs em Roma. Na localidade também surgiu, pela primeira vez, o símbolo da Cruz, como forma de identificação dessas comunidades, em que até então utilizavam somente o símbolo do peixe.

Já o Pantheon, que também é uma das construções mais famosas de Roma, hoje, é a Igreja dedicada a Santa Maria dos Mártires. Foi arquitetado no ano 27 a. c. e doado à Igreja pelo imperador Bizantino Focos (602 – 610 d.c.). A construção foi mantida e restaurada pelos papas ao longo dos séculos. Se encontram preservadas abaixo do altar Mor milhares de relíquias de mártires que morreram no local.

Estar em Roma também é a oportunidade de provar deliciosas comidas, conhecer belas artes e a cultura deste lugar. Mas, mais do que isso, estar em Roma é tocar na santidade de muitos que perderam tudo, por acreditarem ter encontrado o Tudo: Jesus.

Vir a Roma é uma excelente oportunidade de olhar para a própria vida e, à luz do Espírito Santo, nos abastecer com a espiritualidade que se encontra escondida por trás dessa história. Todos os mártires nos ensinam a sermos testemunhas de forma coerente e decidida: testemunhando a que Cristo está vivo. E que por Ele vale a pena viver, ou até mesmo morrer.

Que os santos mártires interceda sempre por nós.


Paulo Pereira

José Paulo Neves Pereira nasceu em Nossa Senhora do Livramento (BA). É missionário da Comunidade Canção Nova e atua no setor de Jornalismo da Canção Nova em Roma, Itália.

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